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O que é a viabilidade fetal?

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A viabilidade fetal é um conceito que está relacionado com a capacidade do feto sobreviver fora do útero depois da gravidez. Não obstante, o termo em si encerra algumas particularidades e debates que em seguida explicamos detalhadamente.

Se bem que o termo “viabilidade”, tal como é, significa que “algo que é capaz de ter sucesso ou capaz de se transformar em algo”, quando falamos de um feto muitos especialistas consideram que não deveríamos utilizar esta palavra. Nos negócios, a viabilidade usa-se para designar a probabilidade de um projeto ter êxito a nível económico, mas a verdade é que o mundo da biologia também adotou este termo, no seu caso, para descrever o ponto em que um feto pode sobreviver fora do ventre materno.

Por outro lado, uma gravidez viável é aquela em que, após a sétima semana de gravidez, o médico pode confirmar que detetou os batimentos do coração do feto. Não obstante, se for incapaz de encontrar os batimentos, este será considerado inviável, devido a uma gravidez ectópica, fora do útero, ou então qualquer outra complicação produzida na implantação ou no desenvolvimento do embrião nas suas primeiras fases.

A definição de viabilidade fetal para os médicos

Quando começou a luta pela legalização do aborto, os defensores desta prática também utilizaram o termo “viabilidade” para descrever o ponto no qual um embrião se converte em ser humano, alegando assim que o feto não se considera como tal. Esta ideia conduz a um eterno debate sobre quando começa a vida de um ser: no momento do nascimento ou no primeiro momento da conceção?

Deixando de lado a polémica que encerra o significado próprio da palavra, os médicos utilizam o termo “viabilidade fetalpara descrever o momento em que os órgãos vitais, como os rins, os pulmões ou o coração, estão suficientemente bem formados para funcionar com ou sem cuidados médicos. Este acontecimento costuma dar-se por volta das 26 semanas de gravidez, quando o feto já poderia nascer. Caso contrário, o nascimento seria demasiado prematuro, ou inviável, sendo a probabilidade de sucesso nula ou muito baixa.

A situação é muito complexa quando se questiona a possibilidade de um nascimento se dar no sexto mês de gravidez, ou seja, de forma prematura. A partir deste momento, os especialistas têm de ter em conta quais são as probabilidades de sobrevivência, bem como as sequelas neurológicas que posteriormente possam sofrer as crianças, ao nascer de forma prematura.

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O que acontece se o parto se antecipar muito?

Infelizmente, a sobrevivência do feto nas 23 semanas de gravideznão costuma superar os 20%, e as sequelas neurológicas são muito frequentes. Durante as 24 semanas de gravideza probabilidade de sobrevivência aumenta para 50%, no entanto os possíveis problemas que estas crianças podem vir a ter são muitos. A partir da 26 semanasestá demonstrado que existe um melhor prognóstico geral.

Tendo em conta tudo isto, o nascimento na fronteira da viabilidade pressupõe um grave dilema para os médicos embora, obviamente, a decisão dos pais seja sempre substancial. Afortunadamente, não são muitos os nascimentos que acontecem antes das 26 semanas de gravidez. No entanto, considera-se bastante provável o surgimento de uma ameaça de parto prematuro antes das 34 semanas de gravidezque possa exigir o internamento hospitalar no momento do nascimento do bebé.

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O ideal é superar sempre a barreira da viabilidade fetal para que o bebé nasça o mais saudável possível. As mamãs devem ter em conta que cada dia que se consiga adiantar o parto supõe uma melhoria considerável para o prognóstico do pequeno. Por isso, os obstetras devem velar pela continuidade da gravidez sempre que as condições assim o permitam. Não devemos esquecer que o ideal é que a gravidez dure, aproximadamente, entre as 38 semanas e as 40 semanas de gravidez.

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