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Amniorrexe: como é que acontece a rotura das águas?

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A amniorrexe é a rotura, espontânea ou manual, da bolsa de líquido amniótico na qual está o feto. Explicamos-lhe como se produz naturalmente, se indica que o parto é iminente, e quando se deve provocar a sua rotura.

A amniorrexe é a rotura da bolsa amniótica, o que se conhece popularmente como “romper as águas”. Uma vez que a bolsa se rompa e o líquido amniótico contido nela se expulsa, o feto fica desprotegido, de modo que o nascimento é iminente, embora nem sempre seja tão rápido como se possa pensar.

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Vimo-lo milhares de vezes nos filmes “Acho que se romperam as águas!”. Em seguida, as tão dolorosas contrações e o nervosismo da iminente mamã. Efetivamente, é assim nos filmes, mas a realidade pode ser muito diferente desta cena sobejamente conhecida.

Na maioria dos casos a amniorrexe é espontânea, ou seja, a mamã tem uma sensação estranha, uma espécie de “terramoto interno”, seguida da expulsão de um líquido quente, chegando até a pensar que fez xixi sem dar conta. Outras vezes, pelo contrário, a dilatação e as contrações de parto começam a produzir-se sem que a rotura da bolsa amniótica tenha acontecido, de modo que o pessoal médico que acompanha e controla o trabalho de parto, no hospital em que a mamã vai dar à luz, pode ter de decidir provocar a amniorrexe, com a finalidade de acelerar as contrações a agilizar o processo de parto, coisa que nem sempre acontece quando se leva a cabo este procedimento artificial.

A amniorrexe espontânea indica que o parto é iminente?

De entre os sintomas inconfundíveis da chegada do parto, um dos sinais mais evidentes é a rotura da bolsa amniótica, que pode ou não ser acompanhada de contrações. Caracteriza-se pela saída através da vagina de um líquido morno. Isto acontece porque as membranas (a bolsa amniótica) que envolvem o bebé comprimem-se e rompem-se quando este desce até ao canal de parto.

Embora a mamã deva ir para o hospital no qual irá dar à luz, o facto de romper as águas não significa que entre imediatamente em trabalho de parto: há tempo de sobra para se dirigir ao hospital com calma, especialmente se se tratar do primeiro parto.

Em que casos se pratica a amniorrexe manual?

A amniorrexe manual consiste em romper a bolsa que contém o líquido amniótico artificialmente, de modo a estimular a produção natural de prostaglandinas. Pode complementar outras técnicas de indução para melhorar a sua eficácia, mas nunca deve constituir o ponto de partida para iniciar o parto, pois a expulsão do líquido amniótico aumenta o risco de frequência cardíaca fetal anormal. Além disso, pode tornar mais difícil encaixar a cabeça do bebé no canal de parto.

Como já referenciámos, o facto de “rebentar as águas” de forma artificial, ou seja, a realização de uma amniorrexe provocada manualmente, tem como objetivo aumentar o número de contrações e, desta forma, tentar acelerar o processo de parto nos casos em que o médico considera que está muito lento ou que não avança e, evidentemente, quando a mamã não rompeu as águas de forma espontânea. Não obstante, não se sabe exatamente se a amniorrexe artificial será benéfica para a mamã e para o bebé, existindo um certo debate a este respeito.

De facto, estudos recentes demonstraram que não existe uma diferença significativa na duração do parto entre os partos com amniorrexe provocada e aqueles em que tal não acontece, pelo menos nos casos avaliados. Estes resultados, juntamente com a controvérsia existente à volta do excesso de intervenções médicas no processo de parto, fazem com que esta prática não seja vista com bons olhos por parte de coletivos partidários do parto não medicalizado, bem como com ceticismo por parte de profissionais médicos que põem em dúvida a sua eficácia.

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