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As contrações de parto: como se reconhecem

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Em diferentes momentos da gravidez, dão-se contrações uterinas que podem ser preparatórias ou ser um sintoma de parto. Como distinguir os diferentes tipos de contrações e saber quando indicam o parto?

As contrações do útero manifestam-se em diversos momentos da gravidez. No entanto, quando aparecem no final da gravidez, representam um dos principais sintomas do parto. Todos os partos são habitualmente precedidos por indícios que permitem que a mãe se organize com o tempo suficiente. A seguir, vamos explicar-lhe quais são os principais sintomas indicadores do trabalho de parto e como distingui-los das contrações preparatórias que se produzem durante a gravidez.

Os sinais de parto

Quando é que as contrações indicam que o bebé vai nascer? A dilatação propriamente dita é antecedida pela chamada fase prodrómica (que pode chegar a ter uma duração de até dois dias no caso de um primeiro parto), durante a qual se manifestam três tipos de sinais:

- O primeiro sinal pode ser a expulsão do tampão mucoso, uma substância gelatinosa situada no interior do canal vaginal e que permite isolar o útero. Também pode suceder que este tampão se expulse cerca de uma semana ou dez dias antes do verdadeiro início do parto. De qualquer modo, o melhor será que, quando isto aconteça, a futura mãe se dirija ao hospital para ser examinada.

- O segundo sinal é dado quando rebenta o saco das águas, que contem o líquido amniótico que protegeu o bebé durante a gravidez.

- O terceiro sinal consiste precisamente nas contrações, que aumentam progressivamente tanto a nível de intensidade como de frequência: este é o sinal de que o colo do útero começou a amolecer e a ficar mais fino.

Características das contrações de parto

A fase ativa do trabalho de parto começa quando se atinge três centímetros de dilatação e o colo do útero fica completamente apagado. Neste momento as contrações também se modificam; manifestam-se em intervalos regulares, são intensas e dolorosas. No princípio sucedem-se de 20 em 20 min, depois cada 15 min, e finalmente cada 10 e 5 minutos. Cada uma das contrações dura até cerca de 60 segundos, nos quais se incluem a fase inicial, a fase ativa e a fase de transição. A dor é sentida tanto no ventre como na região sacrolombar.

São precisamente estas contrações que ajudam o bebé a descer, pouco a pouco, pelo canal de parto e a nascer. No entanto, nalguns casos, as contrações deixam de se sentir ao fim de pouco tempo e apenas se trata de um falso alarme. O momento de ir para o hospital chega quando as contrações se repetem, durante duas horas, com intervalos de 5 a 10 minutos e cada uma delas dura cerca de 40 segundos.

Contrações no terceiro trimestre da gravidez

Ao contrário das contrações do parto, aquelas que se produzem durante o terceiro trimestre não são dolorosas, apenas se nota um alongamento do abdómen. A partir das 37 semanas de gravidez, a contração uterina torna-se mais frequente, e pode inclusive manifestar-se quando a mulher repousa. Estas são contrações preparatórias importantes, já que a sua função é a de provocar as primeiras modificações no colo do útero para que mais tarde se provoque a dilatação. Podem ser notadas até 10 vezes por dia, mas geralmente só incomodam um pouco. As contrações também podem ser percebidas pelo tato, apoiando a palma da mão suavemente sobre o abdómen e pressionando-o ligeiramente com as pontas dos dedos.

Tenha cuidado, se ainda faltam algumas semanas até à data prevista para o parto, e as contrações são mais frequentes que o indicado anteriormente, sobretudo, se existem outros fatores de risco associados, como as patologias características da gravidez ou infeções vaginais.

Contrações após o parto

As “dores tortas” são as contrações que se mantêm mesmo nos dias a seguir ao parto e possuem várias funções: fazer com que o útero volte às condições anteriores à gravidez; eliminar os lóquios e outro material biológico procedente da zona uterina onde se encontrava a placenta, e garantir o chamado ‘globo de segurança’, uma intensa contração uterina produzida por cima do púbis e que serve para evitar eventuais hemorragias após o parto.

Principais dúvidas sobre as contrações

Porque tenho a barriga dura?

Quando há uma sensação de endurecimento da barriga, normalmente, tratam-se de contrações geradas por fatores mecânicos, tais como: os movimentos do bebé, um passeio em passo rápido, uma mudança repentina de posição ou um ataque de tosse. A própria ação de tocar na barriga pode provocar uma sensação de endurecimento, bem como uma emoção intensa. Para “amolecer” a barriga, apenas tem de reduzir o seu ritmo ou esperar que o bebé termine as suas cambalhotas. Só se esta situação tem uma determinada frequência e é acompanhada de dores, é que é conveniente fazer exames médicos.

O sexo estimula as contrações?

Quando a gravidez está a chegar ao fim, ter relações sexuais pode contribuir para aumentar a atividade contráctil. De facto, o líquido seminal contém prostaglandinas, hormonas com capacidade para provocar as contrações do útero, preparando-o gradualmente para a dilatação. Como consequência, as relações sexuais não são interditas durante as últimas semanas de gravidez, pelo contrário, até são aconselháveis, desde que o ginecologista não lhe dê outra indicação.

Vou conseguir suportar as contrações?

Este é um dos medos mais frequentes de quem vai ser mãe pela primeira vez. No entanto, cada mulher sente a dor de parto de modo diferente. Por vezes, as mulheres que dão à luz antes de tempo sofrem menos do que aquelas que têm um parto depois do prazo previsto, porque não tiveram tempo suficiente para pensar na dor. Também não é verdade que um parto rápido seja menos doloroso; neste caso as contrações costumam ser mais fortes e seguidas. Mas, também é verdade que um parto muito longo enfraquece consideravelmente a resistência física da mãe. Para aliviar a dor é muito útil assistir a um curso de preparação para o parto, já que o facto de conhecer com antecedência as etapas do trabalho de parto permite-lhe controlar melhor os medos. Além disso, estes cursos ensinam técnicas que permitem ajudar o corpo e a mente: treino autogénico respiratório, yoga, hipnose, etc.

Vou conseguir empurrar corretamente?

Este medo está relacionado com a preocupação de que a criança sofra ao passar pela pélvis ou de que se produzam lacerações. Por vezes, a componente psicológica também tem o seu papel nesta questão, já que o medo de empurrar pode dever-se ao desejo de fugir às responsabilidades. No entanto, não deve ter medo, porque os cursos de preparação ensinam a mulher a empurrar, até com simulações de parto. Além disso, lembre-se que o trabalho de enfermeiras e obstetras é oferecer apoio psicológico à mãe. Por vezes, a episiotomia evita as lacerações espontâneas, que são mais difíceis de suturar, mas seja como for, estas não afetam a saúde ou a vida sexual da mulher. Podem causar alguns problemas mas por pouco tempo.

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