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Os tipos de inteligência do bebé

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Já sabe qual o tipo de inteligência que o seu filho tem? Neste artigo explicamos-lhe as diferentes tipologias de inteligência para que as possa identificar. E muitos mais temas relacionados com a sua inteligência!

Cada criança tem uma forma de pensar e de agir muito pessoal, relacionada com as suas inclinações ou tipo de inteligência, que se deve respeitar e às quais é necessário adaptar-se.

Existem diferentes formas de inteligência no bebé, que não só explicam as extraordinárias capacidades do matemático, como também as do bailarino, as do campeão desportivo e as do psicólogo. As formas que a inteligência pode adotar podem resumir-se em oito áreas principais propostas por Howard Gardner, professor de pedagogia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

 

inteligência múltipla

 

Inteligência linguística

As pessoas que têm mais desenvolvido este tipo de inteligência têm uma grande capacidade para utilizar e compreender a linguagem. São pessoas que gostam de ler e que, além disso, entendem à primeira visa o que estão a ler. Ou seja, têm uma excelente compreensão da escrita, escrevem e falam bem, ao mesmo tempo que sabem ouvir.

Por exemplo, muitos políticos, líderes espirituais, poetas ou escritores caracterizam-se por ter a inteligência linguística mais desenvolvida.

As crianças com inteligência linguística desenvolvida gostam de ler, debater e escrever. Um presente ideal para estas pessoas seria um livro, um microfone ou um diário para escrever os seus pensamentos quotidianos.

Inteligência logico-matemática

As pessoas que desenvolvem uma inteligência logico-matemática têm uma grande capacidade para raciocinar de forma correta e para traduzir um problema, ou qualquer outra questão, em termos matemáticos. São pessoas que lidam muito bem com a matemática e que mostram ser muito capazes de resolver problemas e fazer cálculos. Também demonstram ter capacidade de formular e contrastar hipóteses.

Engenheiros, matemáticos ou contabilistas são as profissões que desenvolvem mais este tipo de inteligência.

As crianças com inteligência logico-matemática costumam de gostar mais de brincadeiras que tenham números, perguntas e respostas, labirintos, caixas registradoras ou peças de encaixe para aprender a contar. Se forem mais crescidos são ideais, por exemplo, os sudokus.

Inteligência espacial

As pessoas que mostram ter este tipo de inteligência têm uma grande capacidade de organizar o espaço e para se situarem no mesmo, como a necessária para um arquiteto idealizar um edifício ou um escultor para conceber uma estátua. Também os marinheiros têm uma grande inteligência espacial, pois esta ajuda-os a orientarem-se no mar. O mesmo acontece com pessoas que jogam xadrez, designers, fotógrafos, etc.

Sendo assim, estas pessoas têm boas capacidades de resolução de problemas de forma visual, de desenhar ou desenvolver esboços. Também são pessoas com muita imaginação e precisão.

Os melhores jogos para crianças com este tipo de inteligência são os que lhes permitem desenhar, os jogos de construção, máquinas fotográficas, telescópios, etc.

Inteligência cinética

A inteligência cinética é a capacidade das pessoas de mover o próprio corpo para desenvolver tarefas específicas. As suas capacidades relacionam-se com a força, a flexibilidade, a velocidade, a agilidade para coordenar a visão e as mãos, o equilíbrio, etc.

É típica, por exemplo, de uma bailarina, um futebolista ou um especialista em artes marciais. Também mostram este tipo de inteligência os cirurgiões ou os escultores.

As crianças com inteligência cinética ou corporal adoram fazer desporto, trabalhos manuais ou dançar. Triciclos, bicicletas, trotinetes… também são ideais.

Inteligência musical

As pessoas que desenvolvem este tipo de inteligência têm a música como a sua razão de ser e mostram uma grande capacidade para tocar instrumentos, cantar ou também compor ou dirigir orquestras.

Músicos, cantores e qualquer outra profissão relacionada com a escuta e análise de som têm este tipo de inteligência muito desenvolvido.

Os melhores presentes para as crianças com este tipo de inteligência são instrumentos que possam tocar, reprodutores de música, karaokes, microfones para cantar, etc.

Inteligência interpessoal

Este tipo de inteligência é comum nas pessoas que mostram ser hábeis na comunicação, gestão de pessoas, ou também aconselhando e guiando outras pessoas. Costumam ser pessoas que gostam da companhia de outros, muito seguras de si mesmas, com muita iniciativa, capacidade de autocontrolo, maduras e que sabem estar em qualquer circunstância.

Os psicólogos, por exemplo, têm uma grande inteligência interpessoal.

As crianças com este tipo de inteligência gostam de organizar brincadeiras para os outros, ou jogar jogos de tabuleiro, como os jogos de cartas, por exemplo.

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Inteligência introspetiva

Este tipo de inteligência caracteriza as pessoas capazes de desenvolver um profundo conhecimento de si mesmas ou do carácter e comportamento humano.

Poetas, escritores, místicos, filósofos, etc. são pessoas que têm este tipo de inteligência muito desenvolvida.

As crianças com este tipo de inteligência gostam de escrever um diário, por exemplo, ou de ler e escrever poemas.

Inteligência naturista

Este tipo de inteligência refere-se à capacidade de compreender e interpretar os fenómenos do mundo natural. Pessoas com este tipo de inteligência têm habilidades especiais quando é necessário distinguir, ordenar, compreender e utilizar elementos do meio ambiente, animais, plantas, etc.

É a capacidade que têm, especialmente, os biólogos, os ecologistas, os botânicos ou os agricultores.

As crianças com inteligência naturista gostam de ter sementes para plantar, mini-formigueiros, binóculos de explorador, lanternas, dinossauros ou qualquer outro tipo de brinquedo em forma de animal.

Inteligência emocional

As pessoas com este tipo de inteligência desenvolvem a capacidade de atender as emoções próprias e alheias, com um alto nível de empatia e habilidades sociais. As pessoas dotadas de inteligência emocional são capazes de expressar as suas emoções e entender as dos outros.

Psicólogos, diretores de recursos humanos, educadores, advogados… São profissões que têm por base a inteligência emocional.

As crianças com este tipo de inteligência emocional vão ser felizes com um animal de estimação, com um cão de brincar que tenham de cuidar, uma boneca ou outros brinquedos que estimulem a sua capacidade empática.

Como desenvolver a inteligência do bebé

O potencial intelectual não é um património que se recebe no momento da conceção, sem a possibilidade de se poder modificar ou desenvolver. Não se nasce inteligente, a pessoa tornar-se inteligente. A inteligência cresce e evolui com a criança, e é possível potenciá-la, desenvolvê-la e reforçá-la do mesmo modo que potenciamos, desenvolvemos e reforçamos os músculos.

Segundo os resultados de um número de estudos cada vez maior, o desenvolvimento do cérebro, que começa desde o momento da conceção, não se interrompe no momento do nascimento. Pelo contrário, continua até aos 20 anos, no mínimo, e alcança o seu máximo ritmo por volta dos 10 anos. Por este motivo, muitos estudiosos preferem falar de potencial intelectual, de modo a sublinhar as possibilidades que a inteligência tem de crescer e de se desenvolver.

Esta é razão que explica porque é que as experiências desempenham um papel chave na determinação do desenvolvimento do cérebro da criança. A aprendizagem do bebé pode realizar-se de duas formas:

  • Através da exposição direta aos estímulos. A criança aprende de forma autónoma através dos encontros com as pessoas, com os objetos e com as situações próprias do ambiente.
  • Através de um mediador. A criança aprende através de uma pessoa que atua como mediador entre ela e o ambiente.

Inteligência no feto

Desde que existe a medicina moderna, sabemos que o bebé vem a este mundo com uma estrutura cerebral plenamente desenvolvida do ponto de vista físico. No entanto, só há poucas décadas descobrimos que a mente do recém-nascido não está completamente vazia.

Muito pelo contrário: graças às técnicas de ecografia cada vez mais avançadas, descobrimos que a vida “interior” de um ser humano começa muito antes do parto, possivelmente até nas primeiras semanas de gravidez, tanto que alguns especialistas falam de “inteligência fetal”. É um exagero? Não: se por inteligência se entende a capacidade de resolver problemas de adaptação ao ambiente, então até um pequeno ser de poucas semanas está indubitavelmente dotado de uma mente.

Para começar, o bebé é capaz de receber os estímulos (que provêm não apenas do ventre materno como também do mundo exterior) através dos órgãos sensoriais, elaborando-os e dando a sua resposta. Por exemplo, aumentando o seu batimento cardíaco depois de um ruído repentino ou fazendo um movimento em reposta à luz que penetra na bolsa amniótica.

O pequeno demonstra claramente ter registado os diferentes estímulos adequando as suas reações aos mesmos, como se se estivesse a “acostumar”. Este fenómeno evidencia a presença de uma memória capaz de armazenar informações para as voltar a usar nos momentos mais oportunos.

Mais: a partir da 13ª semana, os mesmos estímulos aplicados a crianças diferentes provocam respostas pessoais. Já neste período, portanto, um feto pode considerar-se um “indivíduo”.

Como já referimos, hoje em dia é mais comum considerar as capacidades mentais como uma “pluralidade de inteligências”. Algumas destas demonstram um certo nível de desenvolvimento na vida pré-natal.

  • Inteligência espacial. O bebé é consciente do ambiente amniótico, no qual se move com agilidade.
  • Inteligência corporal cinestésica. É o controlo do corpo e do movimento. O desenvolvimento dos órgãos do equilíbrio começa na 7ª semana. No terceiro trimestre, quando a mamã ouve uma música de que gosta, o bebé já se mexe ao seu ritmo, “dançando” na barriga.
  • Inteligência intrapessoal. É a capacidade de entender as emoções pessoais. Pensa-se que o bebé experimenta sensações como o gosto, que expressa sorrindo.
  • Inteligência interpessoal. É a capacidade de se relacionar com os outros. Observando com as ecografias o comportamento dos gémeos durante a gestação, podemos reconhecer gestos e atitudes que expressam uma forma de se relacionarem. Cada par tem a sua forma de o fazer: carinhosa, indiferente ou conflituosa.
  • Inteligência linguística. Estabeleceu-se que, pelos menos na 28ª semana, um bebé já é capaz de chorar no útero. Os prematuros, nesta fase da gravidez, também o fazem. Graças à análise espectrográfica, o pediatra Henry Truby descobriu que os modelos de choro dos prematuros têm uma certa correspondência com as entoações, os ritmos e as demais características da forma de falar da mãe. Ou seja, o bebé escuta e imita a voz da sua mamã.
  • Inteligência musical. O feto demonstra reações diferentes consoante o tipo de música. Por exemplo, acalma-se com Vivaldi e Mozart e agita-se com Beethoven, Brahms e com a música rock.
  • Inteligência lógico-matemática. A “brincadeira” de dar pontapés demonstra que o bebé sabe contar: se se dão 1, 2 ou 3 pancadinhas na barriga da mãe, o bebé responde com o mesmo número de pontapés.

A inteligência é hereditária?

Durante muito tempo, acreditou-se que apenas a herança genética determinava o número de conexões entre as células do cérebro. No entanto, atualmente provou-se que o seu desenvolvimento depende, especialmente, do ambiente.

Quando o bebé está num ambiente rico em estímulos, sons, cores, brincadeiras, sabores, mimos e emoções, o cérebro desenvolve-se multiplicando a rede das dendrites, que conecta as células entre elas.

É indubitável que os genes exercem uma certa influência mas, como explica o psicólogo israelita Reuven Feuerstein, famoso por demonstrar que a inteligência se pode ensinar, “Os cromossomas têm a última palavra”.

Estudos recentes demonstraram que o cérebro está composto por cerca de treze mil milhões de células, chamadas neurónios. Cada uma delas tem dois prolongamentos: os axónios, que conectam o cérebro com as diferentes partes do corpo, e as dendrites, que conectam as células cerebrais, ou nerónios, entre si. Esta complexa interação entre natureza e ambiente mostra-se com grande clareza nas atividades propriamente humanas, como falar, ler e escrever. Ninguém nasce a saber português, por exemplo: é necessário aprendê-lo, e isto muda o cérebro de forma definitiva.

Ainda tendo em conta as devidas diferenças entre os homens e os animais, as investigações de laboratório confirmam o papel indispensável do ambiente no desenvolvimento da inteligência do bebé. Um grupo de ratos foram induzidos a encontrar comida através de um labirinto. Consoante os erros que cometiam, classificavam-se os ratos de inteligentes ou “tontos”. Através de vários cruzamentos, após sete gerações, conseguiu-se obter dois grupos bem diferenciados: o dos ratos muito inteligentes e o dos ratos muito tontos. O menos dotado dos ratos inteligentes conseguia encontrar o caminho do labirinto muito mais rapidamente do que o mais esperto do grupo dos tontos.

Em seguida, grupos mistos de filhos dos ratos inteligentes e dos ratos tontos foram treinados em labirintos com características opostas: um estimulante, com espelhos, rampas e rodas de cores, e outro cinzento e uniforme como uma prisão. Resultado: ratos espertos e ratos tontos obtiveram resultados equivalentes. A diferença apenas dependia do ambiente: eram mais espertos à margem das diferenças genéticas, os que atuavam num labirinto estimulante.

 

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