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Gémeos: guia prático

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Espera gémeos? Explicamos-lhe tudo o que precisa saber sobre a gravidez e o parto de gémeos, e as regras de comportamento que deverá seguir a partir do nascimento.

Em primeiro lugar, há que distinguir uma gravidez gemelar idêntica de uma gravidez de gémeos não idênticos.

Os gémeos idênticos (monozigóticos) são aqueles que se desenvolvem a partir de um único óvulo, fecundado por um único espermatozoide. Nas primeiras divisões celulares, o óvulo fecundado divide-se em duas partes idênticas, que darão origem a dois bebés exatamente iguais. Estão na mesma bolsa de líquido amniótico, são alimentados pela mesma placenta, têm as mesmas características hereditárias e são do mesmo sexo.

Os gémeos não idênticos (dizigóticos) são os que se desenvolvem a partir de duas células fecundadas por dois espermatozoides diferentes. Existem duas bolsas amnióticas e duas placentas diferentes. Também as suas características são distintas, bem como o sexo, tal como nos irmãos normais.

Probabilidade de ter gémeos

A classificação do nascimento de gémeos é liderada pelos africanos, com 4% do total de recém-nascidos. A etnia dos Yoruba ostenta o primeiro lugar, com um nascimento de gémeos a cada 21 partos: tudo indica que um tubérculo, do qual se alimenta este povo, contém uma substância que estimula a dupla ovulação.

Os asiáticos têm uma média mais baixa, apenas 0,6%, enquanto a dos europeus e americanos se situa em cerca de 1%.

A possibilidade de gerar gémeos monozigóticos (nascidos do mesmo óvulo) é constante ao longo do período fecundo da mulher. Pelo contrário, a incidência de gémeos dizigóticos (nascidos de dois óvulos distintos) é influenciada pela idade da mãe e por fatores ambientais.

A perceção generalizada de que hoje em dia nascem mais gémeos deve-se ao aumento das gestações múltiplas, causadas por tratamentos contra a esterilidade. Ao administrar hormonas, a probabilidade de uma dupla ovulação aumenta. Quando se opta pela fecundação in vitro, são implantados no útero vários óvulos, de forma a assegurar que pelo menos um consiga atingir o objetivo.

Gravidez de gémeos

Em média, a gravidez gemelar dura menos tempo que a gravidez de um só bebé, porque os dois fetos, à medida que crescem, vão esgotando mais rapidamente o espaço disponível e a placenta pode envelhecer mais precocemente.

Este tipo de gravidez requer os mesmos exames e análises que a gravidez de um só bebé, apenas com mais algumas ecografias que as três aconselhadas para a gravidez “singular”.

Na gravidez de gémeos, a alimentação da mãe desempenha um papel fundamental. A mãe deve aumentar a ingestão de calorias em cerca de 300 por dia, porém de forma saudável.

- Deve aumentar o consumo de frutas e verduras.

- É também necessário um aumento do consumo de proteínas, indispensáveis para o desenvolvimento dos fetos: carnes brancas, peixe (os azuis são ideais pelo alto teor de ómega 3), ovos e legumes.

- A necessidade de ferro também cresce, já que o organismo da futura mãe terá de usar as suas próprias reservas para que o sangue com oxigénio chegue devidamente aos fetos.

- O ácido fólico é também fundamental, principalmente nos três primeiros meses de gravidez: espinafres e outros legumes de folha verde, cereais integrais, e peixes ricos em ómega 3 (salmão, cavala, sardinhas, etc.)

(Também lhe interessa: Ácido fólico na gravidez)

- O cálcio é outro mineral imprescindível na gravidez, porém não o é mais no caso de uma gravidez de gémeos.

Como lidar com os gémeos

A ligação entre os gémeos é um elemento indispensável para o seu crescimento. Quando são muito pequenos, precisam de estar juntos, uma vez que compartilharam um espaço apertado durante meses. Deste modo, há que mantê-los no mesmo berço ao lado da mãe, sem os separar, a menos que haja algum motivo médico.

Contudo, uma relação tão exclusiva e duradoura, sobretudo se se trata de gémeos homozigóticos, pode comprometer a individualidade de cada um dos bebés. Por isso, há que evitar determinadas atitudes que apenas servem para reforçar a ideia de que os gémeos são uma unidade inseparável. Por exemplo:

- Há que evitar dar-lhes nomes demasiado parecidos e deve dirigir-se a eles individualmente, usando a forma “tu” e não “vocês”, chamando-os pelo seu nome próprio e evitando referir-se a eles com o termo genérico “os gémeos”. Para os tornar reconhecíveis diante dos outros, pode bordar-lhes as suas iniciais na roupa, ou também alertar os amigos para algum traço particular ou característica que os distinga.

(Também lhe interessa: Nomes de bebés)

- Deve evitar tecer considerações ou fazer comentários quanto à sua semelhança, quando estão presentes, bem como utilizá-los para surpreender amigos e estranhos.

- Há que valorizar as diferenças de carácter de cada um dos gémeos, para evitar encaixá-los em papéis preestabelecidos: o mais novo e o mais velho, o maior e o mais pequeno, o extrovertido e o tímido.

- Há que escolher-lhes prendas diferentes, para tentar reforçar os gostos naturais de cada um.

- No entanto, neste esforço para a diversificação e autonomia das crianças, não deve pôr de lado todas as possíveis experiências em comum, para não quebrar o delicado vínculo que une os gémeos e para evitar que se agrave a ansiedade da separação, que afeta a todos os gémeos nos primeiros anos de vida. De vez em quando, é preciso deixá-los brincar ou vestir-se de igual, e permitir que façam as mesmas coisas.

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