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Teste Triplo: o que é e como se interpreta?

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Sabe em que consiste o Teste Triplo? É um teste utilizado para detetar possíveis anomalias do feto. Quais as mulheres que devem efetuar este exame? Quando se faz? Como são interpretados os resultados? Explicamos-lhe!

O Teste Triplo (do inglês Triple screening) é um exame realizado durante a gravidez com o fim de detetar possíveis alterações genéticas no feto. É um teste não invasivo, efetuado a partir de uma amostra de sangue da futura mãe, e não implica qualquer risco para a mãe e para o bebé. O Teste Triplo mede o nível de risco de que o feto desenvolva determinadas alterações cromossomáticas como, Trissomia 21 ou Síndrome de Down, Trissomia 18 ou Síndrome de Edwards, entre outras. No entanto, não se trata de um diagnóstico e, como tal, não se constitui como prova conclusiva.

Em que consiste o Teste Triplo?

A avaliação do Teste Triplo é feita através da combinação de três marcadores bioquímicos presentes no sangue da futura mãe: o PAPP-A (alfa feto proteína, produzida pelo feto), o B-HCG (gonadotrofina coriónica humana ou hormona da gravidez, produzida pela placenta), e o estriol livre (uma substância estrogénica produzida pelo feto e pela placenta). Estes valores são cruzados com os dados derivados da medição da translucência nucal, determinados por ecografia, e posteriormente analisados tendo em conta a idade da mãe, a raça, o peso, o facto de sofrer ou não de diabetes, etc. Finalmente, é obtido um algoritmo de controle que mede a possibilidade de anomalia no feto.

Em função dos resultados, o médico pode efetuar exames mais rigorosos como uma amniocentese ou uma biopsia das vilosidades coriónicas. Convém realçar que o Teste Triplo deteta entre 75% e 85% de alterações do tubo neural e 60% de síndrome de Down, em mulheres menores de 35 anos. Nas mulheres com mais de 35 anos alcança 75% de anomalias do tubo neural e de síndrome de Down. O Teste Triplo também é utilizado para identificar uma gravidez múltipla.

Quais as mulheres que fazem o teste?

Pode ser efetuado em todas as futuras mães, ainda que o objetivo prioritário da filtragem sejam as mulheres com baixo risco de ter um feto com anomalias a nível de cromossomopatia. No entanto, o teste também é realizado em mulheres com alto fator de risco: mulheres com mais de 35 anos, mulheres com antecedentes ou gravidez anterior com anomalia cromossómica, mulheres com antecedentes familiares de síndrome de Down, mulheres com historial de repetição de abortos, mulheres que tenham filhos com malformações congénitas sem causas estabelecidas, e mulheres expostas a altos níveis de radiações ionizantes. Este teste também é efetuado em futuras mães e pais que possam ser portadores de alguma anomalia cromossómica.

Quando se faz?

O Teste Triploé feito durante o primeiro trimestre da gravidez, mais concretamente entre a 10ª e a 13ª semanas de gestação, e possui uma sensibilidade de diagnóstico entre 86% e 90% de acertos. Por vezes o teste é realizado no início do segundo trimestre da gravidez, entre as 15 e a 18 semanas de gravidez. Na verdade, pode ser efetuado até às 20 semanas, embora a sensibilidade do diagnóstico seja menor.

(Também lhe interessa: 20 semanas de Gravidez)

Como se interpreta o Teste Triplo?

Muitas mulheres grávidas recebem os resultados do Teste Triplo, mas não compreendem a informação. É bom lembrar que a avaliação do risco de cromossomopatia é obtida de diferente modo, dependendo de:

  • Se é realizado durante o primeiro trimestre da gravidez. Neste caso, a avaliação de risco é obtida através da combinação de três marcadores: PAPP-A (proteína produzida pelo feto), o B-HCG (gonadotrofina coriónica humana produzida pela placenta), ambas presentes no sangue da mãe, e a TN (translucência nucal do feto) medida através de ecografia.
  • Se é realizado durante o segundo trimestre da gravidez. Neste caso, a avaliação de risco é obtida através da combinação de: AFP (alfa feto proteína produzida pelo feto), HCG livre (hormona gonadotrofina coriónica humana) e estriol livre (substância estrogénica produzida pelo feto e pela placenta).

Cada laboratório apresenta os resultados de diferente modo, porém, estes são os três tipos de dados sempre presentes:

  • Dados demográficos: idade da mãe, peso, raça, número de fetos, se é fumadora ou padece de diabetes gestacional, etc.
  • Dados bioquímicos: valores dos marcadores bioquímicos analisados no sangue.
  • Dados da ecografia: nos quais constam a data em que a ecografia foi realizada, a idade gestacional, a medição da translucência nucal e o comprimento fetal.

Os valores que aparecem no Teste Triplo, expressam-se em valores MoM. São considerados valores normais aqueles que se situam entre 0,5 e 2,5 MoM. O valor habitual dos diferentes marcadores é de 1 MoM, e, como tal, quanto mais distante de 1 MoM estiver o resultado, maior probabilidade de risco. Um marcador é suspeito quando os valores são:

  • TN (translucência nucal): mais que 1,8 ou 2.
  • PAPP-A (proteína plasmática A associada à gravidez): menos que 0,4.
  • Beta hCG livre ou hCG (hormona gonadotrofina humana): menos que 0,4 ou mais que 2,5.
  • AFP (alfa feto proteína): menos que 0,4 ou mais que 2,5.
  • uE3: menos que 0,5.
  • Inibina-A: mais que 2,5.

É aconselhável recorrer a um teste invasivo como uma amniocentese ou uma biopsia das vilosidades coriónicas, quando o risco de Trissomia 21 ou de Trissomia 18 tem um valor inferior ao estabelecido.

(Também lhe interessa: O que é a ecografia EcoDoppler?)

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