Mi bebé y yo

Monitorização fetal antes do parto: em que consiste

( 0 votos) load
facebook twitter whatsapp

A cardiotocografia (CTG), também conhecida como monitorização fetal do coração do bebé, é um teste não evasivo útil na avaliação do estado de saúde do bebé durante as últimas semanas de gravidez. Em que consiste?

O cardiotocógrafo, o instrumento usado para realizar a monitorização fetal, tem duas sondas que se colocam na barriga da mulher. A primeira é uma sonda de ultrassons, como a da ecografia, que serve para detetar os batimento do coração do feto. O médico deve encontrar o lugar ideal para a colocar baseando-se na posição do bebé. O dispositivo traduz as variações do ritmo cardíaco num gráfico, que se imprime em papel.

(Também lhe interessa: Sopro inocente no coração do bebé e da criança)

Por outro lado, a segunda sonda utiliza-se para medir a intensidade e frequência das contrações uterinas. Aplica-se, portanto, na parte inferior do útero e fixa-se com uma fita adesiva. O sensor regista as variações de pressão originadas nas contrações da parede abdominal. Também estes dados se traduzem num gráfico impresso pela máquina.

(Também lhe interessa: Contrações de parto: como reconhecê-las)

O bem-estar do bebé pode ver-se não só na medição instantânea do ritmo, como também nas possíveis alterações da frequência cardíaca. Um batimento constante não indica necessariamente boa saúde, mas pode até indicar o contrário: o que se espera do pequeno coração é que varie à medida que passam os minutos.

Torna-se útil comparar o comportamento do batimento cardíaco com as contrações do útero. Se durante estas a frequência cardíaca sofre uma forte desaceleração, tal pode significar que o bebé está stressado, um fator que poderá gerar uma certa preocupação se o exame se encontrar ainda nas suas fases iniciais. Por outro lado, no final da observação, as alterações bruscas no ritmo cardíaco, fruto das contrações, são mais normais. Estes casos, sempre que se situem dentro de certos limites, não mostram mais do que um fenómeno puramente fisiológico.

Com os cardiotocógrafos clássicos, as duas sondas são ligadas por um cabo ao dispositivo durante a medição. Por esta razão a futura mãe deve permanecer imóvel, sentada numa cadeira ou deitada na cama. Não obstante, as ferramentas de nova geração utilizam uma ligação de radio entre as sondas e o resto da máquina e não comprometem de nenhuma forma a posição da mulher, que pode usar os sensores de pé ou até no seu quarto. Existem cardiotocógrafos desenhados especialmente para o trabalho de parto.

Monitorização fetal de gémeos

Há cardiotocógrafos especiais para medir simultaneamente o batimento do coração de dois fetos no caso de uma gravidez de gémeos. São equipados com um sensor para detetar as contrações uterinas e duas sondas de ultrassom para a medição dos ritmos. O médico aplica as sondas nas zonas da barriga da mulher onde se situam as costas dos gémeos; os resultados sobre o papel mostram-se em três linhas: as contrações e as duas frequências cardíacas. Nos centros desprovidos destes aparelhos, o CTG é realizado através do método tradicional primeiro com um dos bebés e em seguida com o outro. O processo torna-se mais complicado quando se trata de três bebés.

Como e quando realizar o CTG

A cardiotocografia pode realizar-se a partir da 30ª semana de gravidez, mas geralmente recomenda-se começar na 37ª semana de gravidez. A menos que se especifique o contrário, o exame repete-se uma vez por semana até ao começo do parto. Cada sessão de seguimento dura um mínimo de meia hora. É possível que durante este tempo o bebé esteja a dormir, pelo que a frequência cardíaca pode aparecer mais regular e monótona do que o costume. Nestes casos, há que esperar que acorde, o que se pode conseguir dando uma suave massagem na barriga da mamã ou tomando uma bebida açucarada.

Se o resultado do CTG deixar alguma dúvida, o médico pode prescrever outros exames como a ecografia ou a fluxometria doppler, que permitem verificar o correto fluxo de oxigénio entre a placenta e o feto.

No trabalho de parto, a monitorização fetal costuma repetir-se a cada meia hora. Mas, se as circunstâncias assim o exigirem, a medição pode realizar-se de maneira continuada. Algumas maternidades preferem este método à partida para poder atuar de imediato no caso de se detetar sofrimento fetal.

Quando o parto se atrasa

A cardiotocografia (CTG) é particularmente útil quando a gravidez se aproxima do seu fim, sempre que o bebé não mostre sinais de que está para nascer. Exceder o fim natural da gravidez acarreta riscos para a saúde do bebé, pois à medida que passa o tempo reduz-se o fluxo de sangue entre o útero e a placenta, e, portanto, entre o corpo da mãe e o feto. Os riscos aumentam a partir da 41ª semana, após três ou quatro dias. Por este motivo, deve examinar-se com mais atenção a saúde da mamã e do futuro bebé: antes de mais nada, o ritmo cardíaco do feto e, em seguida, a medição ecográfica do volume de líquido amniótico e a fluxometria doppler para avaliar a funcionalidade da placenta.

Não existem pautas que estabeleçam a frequência com a qual estes exames se devem repetir. É responsabilidade do médico tomar a decisão em função dos resultados do primeiro exame e da saúde geral da mulher grávida e do feto.

Limitações do CTG

As limitações da cardiotocografia devem-se à sua falta de especificidade, ou seja, à alta percentagem de falsos positivos: vários estudos demonstraram que entre 75 e 80% dos casos a presença de anomalias no transcorrer da supervisão não correspondem a um sofrimento fetal. Em consequência deste facto existe um aumento injustificado do uso da cesariana e do parto operatório.

No caso de um positivo duvidoso, alguns exames associados à cardiotocografia ajudam a diminuir a taxa de falsos positivos.

- A oximetria de pulso fetal: é a aplicação de um sensor na bochecha ou na testa do bebé através da vagina para medir a concentração de oxigénio no sangue. Trata-se de um exame não invasivo para o bebé. Para que se possa realizar, é necessário que haja uma apresentação cefálica, qua a mãe tenha rompido as águas e que haja uma dilatação de pelo menos 2 cm.

- Eletrocardiograma fetal: consiste em aplicar através da vagina um elétrodo de eletrocardiograma na cabeça do bebé. O sensor regista a atividade elétrica do coração do feto e a medição compara-se com a da cardiotocografia. Também neste caso é necessário que o pequeno se apresente em posição cefálica, que se tenham rompido as águas e que o colo do útero esteja pelo menos parcialmente dilatado.

- Amostra de sangue do couro cabeludo fetal: a recolha de amostras mínimas de sangue da cabeça do bebé por via vaginal permite medir o pH, ou seja, o grau de acidez do sangue, o que indica uma possível falta de oxigénio. Esta técnica usa-se muito pouco devido a ser invasiva para o bebé.

Uma frequência acelerada

A frequência cardíaca fetal é superior à de um adulto saudável. Por volta da 8ª semana de gravidez, quando o ginecologista é capaz de observar as pulsações do coração do pequeno através da ecografia, a frequência alcança valores de 100 pulsações por minuto. À 10ª, cerca dos 170 e, na 15ª semana, de 150. Continua a redução até aos 140 na 20ª semana, para terminar em 120 quando o bebé já está para nascer.

A frequência cardíaca do bebé vai diminuindo progressivamente desde então até à puberdade, altura em que se estabiliza.

 

Também lhe interessa

Monitorização fetal antes do parto: em que consiste Qual é a sua opinião?

Tem que se registrar para poder escrever um comentáro ou votar. Pode registrar-se aqui ou, se já tem conta, pode entrar.
ACEDER Á SUA CONTA
Memorizar-me
Entrar
REGISTAR-ME
JUNTE-SE À COMUNIDADE O MEU BEBÉ
REGISTE-SE GRÁTIS

Comentários (0)