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Obesidade infantil: causas e riscos

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A obesidade infantil é uma questão de saúde. Se uma criança ou um bebé sofre de excesso de peso, logo desde os primeiros meses, corre o risco de sofrer transtornos relevantes no futuro. Explicamos-lhe as causas e os riscos da obesidade infantil.

A obesidade infantil já se transformou num problema global. Nos EUA, uma em cada quatro crianças sofre de excesso de peso e, no nosso país são também os jovens os que têm mais problemas de excesso de peso. São dados alarmantes, dado que estas crianças ficam mais propensas a sofrer doenças (especialmente do tipo metabólico) desde a mais tenra infância, podendo continuar a ser obesos na idade adulta, com o conseguinte risco de sofrer de patologias mais graves que pode influenciar a qualidade de vida.

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obesidade infantil ilustração

 

Causas da obesidade infantil

Em primeiro lugar deveremos ter em conta que, quando se fala de obesidade infantil, se indica um transtorno multifatorial relacionado com a alimentação, com o sedentarismo e com diferentes fatores socioambientais, psicológicos e genéticos.

  • O facto de um ou os dois progenitores serem obesos representa um fator de risco importante para o aparecimento do problema na criança. As probabilidades de herdar o excesso de peso oscilam entre os 60 e 70 por cento.
  • Para prevenir a obesidade infantil é necessário seguir uma dieta alimentar adequada, além de realizar uma atividade física frequente. As dietas, só por si, servem de pouco, e se se conseguem resultados estes não costumam ser muito duradouros. A criança é obesa porque o seu estilo de vida e os seus comportamentos alimentares não são corretos, o que acontece, em grande medida, devido à influência que recebe, por exemplo, da sua família.

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Riscos da obesidade infantil

  • Os riscos da obesidade infantil a curto prazo são as alterações ortopédicas (como joelhos em forma de X e pés chatos), neurológicas, pulmonares, gastroenterológicas e endócrinas, bem como insulinorresistência, hipertensão e diabetes de tipo 2.

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  • A médio prazo, a obesidade infantil favorece o desenvolvimento de fatores de risco cardiovascular, devido a elevadas concentrações de colesterol no sangue, acompanhadas de valores elevados de pressão; baixa autoestima e um desenvolvimento psicofísico alterado; persistência da obesidade na idade adulta.
  • A longo prazo, a obesidade infantil pode comportar arteriosclerose, diabetes, bem como aumento de outras patologias consideradas graves.

miúdo com donuts

 

Obesidade infantil: consulte o pediatra

No caso de existir obesidade infantil, será sempre o pediatra que irá fazer o diagnóstico e quem irá sugerir uma dieta destinada a resolver o problema. Tenha em mente que, acima de tudo, é necessário esclarecer se o peso da “criança gordinha” se deve a fatores genéticos ou se, pelo contrário, os kilos a mais são devidos a uma deficiente educação alimentar. Se assim é, a prevenção deverá ser feita em casa.

Existe uma predisposição genética que leva algumas pessoas a engordar mais facilmente do que outras. Esta predisposição é determinada por um gene que faz com que acumule mais gorduras do que o normal. O facto de uma criança o ter não significa que seja obesa, mas sim que tem uma maior propensão para engordar.

Há fatores externos que também têm um papel preponderante na obesidade, como já referimos o caso de maus costumes alimentares, que são aprendidos desde cedo e que podem tornar obesas até as crianças que não têm este gene.

Conselhos básicos de alimentação

Para prevenir a obesidade infantil é imprescindível, desde uma idade precoce, uma boa educação nutricional, na qual os pais têm um papel decisivo.

Nos primeiros anos, a criança passa de beber exclusivamente leite para introduzir de forma progressiva todos os alimentos da sua dieta. Aprende paulatinamente a engolir, a manipular alimentos, a descobrir cheiros, gostos e texturas para ir, pouco a pouco, adaptando-se à alimentação do resto da família.

A educação dos hábitos alimentares durante esta etapa tem como objetivo não apenas um bom estado nutricional como também a meta de ensinar a criança a comer bem. Deste modo, consolidam-se as bases de bons hábitos alimentares na idade adulta.

Sendo assim, a formação nutricional dos pais é muito importante, pois são eles os responsáveis por transmitir e incutir, dia a dia, na criança a chave de uma dieta saudável, indispensável para evitar problemas de saúde no futuro.

Amamentação natural exclusiva até aos seis meses

Diferentes estudos concordam que um dos fatores exógenos que contribui para prevenir a obesidade ou o excesso de peso na criança é mamar. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a amamentação exclusiva até aos seis meses. A partir desde momento aconselha-se iniciar a etapa Beikost, de introdução de alimentos.

Para enfrentar esta nova fase, há que ter em conta que a introdução de alimentos deve ser progressiva e há que verificar que as quantidades são adequadas. Além disso, como é uma etapa de novas experiências para o bebé, há que encontrar o melhor ambiente para o bebé, para que este possa assimilar bem as mudanças desde o primeiro momento.

Controlar a quantidade de alimento

É muito importante controlar a quantidade de alimentos que damos aos nossos filhos, pois a sobrealimentação pode causar excesso de peso ou obesidade exógena. Para tal, deverá perguntar ao pediatra qual o tipo de alimento que deverá introduzir a cada momento, bem como as quantidades e frequência do consumo, a fim de prevenir as consequências de uma nutrição desadequada, como é o caso do excesso de peso.

Os últimos estudos em pediatria alertam para um excesso de proteínas nas dietas infantis, pelo que é recomendável pedir informações aos especialistas sobre a melhor forma de começar a dar à criança alimentos ricos em proteínas.

Quanta carne e peixe de deve dar à criança

Uma das dúvidas mais frequentes relaciona-se com a quantidade de carne que se deve adicionar ao puré de verduras. Em geral, o mais adequado é começar com cerca de 30 gramas de carne por dia. Alguns meses mais tarde já poderá dar ao bebé o seguinte alimento rico em proteínas: o peixe. Recomenda-se começar com 40 gramas por dia.

O seu pediatra indicar-lhe-á qual o melhor momento para incluir os diferentes grupos de alimentos na dieta do seu filho, bem como as quantidades recomendadas, que deverá respeitar para não o sobrealimentar. O incremento será paulatino e em função da idade: a partir do primeiro ano cerca de 40 gramas, a partir dos dois anos 50 gramas e assim progressivamente, tanto para a carne como para o peixe.

E os hidratos de carbono?

Outro macronutriente presente na alimentação são os hidratos de carbono, que deveriam representar cerca de 55% da ingestão diária de calorias da criança. Sendo assim, os alimentos ricos em hidratos de carbono, como as massas, o arroz, as batatas, as leguminosas, o pão, as bolachas ou os cereais, deverão estar presentes em todas as refeições da criança e na quantidade adequada.

As gorduras na dieta da criança

O terceiro macronutriente essencial na dieta são as gorduras, e recomenda-se, como fonte principal, o azeite extra virgem.

Neste grupo, incluem-se as gorduras saturadas “trans” ou hidrogenadas que, na pirâmide da alimentação saudável, estão catalogadas como de consumo muito ocasional, e não deveriam ser incorporadas na alimentação da criança.

De qualquer forma, e apesar destas recomendações gerais, o início da alimentação complementar tem de se ajustar às necessidades de cada bebé, pelo que será o pediatra quem deverá marcar as pautas para que possam assegurar que o seu filho tem hábitos de alimentação saudável desde o início.

 

miudo obeso medico

 

Como prevenir a obesidade desde a gravidez

“Um excessivo aumento de peso durante a gravidez parece estar relacionado com o excesso de peso e a obesidade da criança aos 2—4 anos de vida, condição que pode permanecer durante o seu crescimento em mais de 80% das crianças, explica Irene Cetin, diretora do departamento de Ginecologia e Obstetrícia do hospital Ligi Sacco de Milão.

“Durante a gravidez, a futura mamã não deve, como se costuma dizer, comer por dois, mas sim escolher quantitativa e qualitativamente as substâncias alimentares mais adequadas para ela e para o bebé.

Além disso, é importante o estilo de vida em geral: na ausência de patologias que o impeçam, deverá praticar uma atividade física regular, dado que tal melhora a progressão da gravidez, controla o aumento de peso e reduz o risco de depressão pós-parto”, conclui,

Tem aqui as regras a ter em conta para prevenir erros:

  • Evite um excessivo aumento de peso, tendo sob controlo a progressão do Índice de Massa Corporal (IMC) desde antes da gravidez.
  • Opte por uma alimentação variada e equilibrada, rica em verduras, fruta e peixe. Deste modo, irá consumir os valiosos nutrientes que o seu filho necessita para crescer.
  • Pratique desporto de forma regular e constante: vai ajudá-la a controlar o aumento de peso.
  • Quando o bebé nascer opte, se possível, por dar mama: é a melhor forma de proteger o bebé do risco de obesidade. Além disso, vai recuperar mais rapidamente o seu peso e forma iniciais.
  • Comece a fase da introdução dos alimentos seguindo à risca as indicações do pediatra e selecionando cuidadosamente os alimentos para o seu filho.
  • Adote, para o seu bebé, uma dieta equilibrada em macronutrientes e micronutrientes, evitando excessos de proteínas e carência de minerais.
  • Não introduza leite de vaca na sua dieta de forma precoce: trata-se de uma fonte demasiado rica em proteínas (e baixa em ferro) e não deve ser usado antes dos três anos.
  • Fracione a sua alimentação em 4-5 refeições por dia à medida que for avançando com a introdução dos primeiros alimentos, e acostume-o a tomar um bom pequeno almoço.
  • Proponha-lhe uma alimentação o mais variada possível e que inclua frutas e vegetais em abundância.

Os dados oficiais da OMS sobre a obesidade infantil

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em todo o mundo o número de lactentes e crianças pequenas, com menos de cinco anos, que padecem de excesso de peso ou obesidade aumentou de 32 milhões em 1990 para 41 milhões em 2016. Se se mantiverem as tendências atuais, este número aumentará para 70 milhões em 2025.

Nos países em desenvolvimento com economias emergentes, a prevalência do excesso de peso e obesidade infantil entre as crianças em idade pré-escolar é de mais de 30%.

 

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