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Ectasia piélica fetal: o que é?

Sabe o que é a ectasia piélica fetal? O médico pode detetá-la durante uma ecografia de rotina da gravidez. Este diagnóstico que afeta o bebé pode resolver-se de forma espontânea, mas nem sempre é assim. Explicamos-lhe o que é.

A realização de ecografias e ultrassons ao longo da gravidez permite detetar muitas complicações, entra as quais se encontra a denominada ectasia piélica fetal ou hidronefrose, que afeta os canais excretores que saem do rim provocando uma dilatação na zona por onde passa a urina.

Portanto, quando a futura mamã vai realizar uma ecografia de rotina da gravidezpode acontecer que o ginecologista lhe diga que o feto tem ectasia ou dilatação nalguma zona por onde passa a urina. O lugar mais frequente para observar uma dilatação é a pélvis renal, embora também se possa observar em cálices, uréteres, uretra, etc. Deteta-se entre 0,6 e 4,5% das gravidezes e é mais frequente no sexo masculino e no lado esquerdo. É importante ter em conta que o controlo ecográfico que determina que o bebé padece de uma ectasia piélica é apenas um diagnóstico, já que a maioria destas complicações se resolvem quando o bebé tem alguns meses de vida.

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Causas da ectasia piélica fetal

Quando se diagnostica ectasia piélica a um bebé, esta está relacionada com as hormonas maternas circundantes ou com o aumento da diurese fetal. Não é necessário alarmar-se perante este diagnóstico, no entanto deverá seguir um controlo ecográfico mais exaustivo à medida que avance a gravidez e, quando o bebé nascer, realizar-se-ão todos os exames necessários para saber qual a gravidade do problema, podendo este resolver-se de forma espontânea. Definitivamente, o diagnóstico ecográfico nem sempre significa que o bebé vá nascer com um problema.

As causas da ectasia piélica fetal são muito diversas. Pode dever-se a fatores que afetam o feto, como este produzir demasiada urina ou a sua bexiga não funcionar bem, ou a fatores que afetam a mãe, como ter bebido em excesso.

Problemas que a ectasia piélica pode provocar no bebé

Se o recém-nascido padecer de ectasia piélica depois do parto, os médicos irão procurar saber se tem um dos seguintes transtornos:

- Anomalias que provocam obstrução. A mais frequente destas anomalias é um estreitamento na união entre a pélvis e o uréter, que se associa a ectasias de grandes dimensões. Também se pode tratar de uma obstrução da uretra.

- Patologias não obstrutivas. Numa percentagem de aproximadamente entre 10 e 20% das ectasias, pode detetar-se refluxo vesico-ureteral no bebé. Esta situação ocorre quando a bexiga, em vez de esvaziar a urina apenas na direção da uretra, também o faz para o uréter e rim.

- Por outro lado, se o pediatra observa que o recém-nascido padece de um quadro febril sem uma causa aparente, terá de verificar se se trata de uma infeção urinária.

Exames se o bebé nascer com ectasia piélica

Se o bebé nascer com uma dilatação pré-natal maior de 15 mm, terá de se realizar uma ecografia durante os primeiros dias de vida. Em função dos seus resultados, os médicos terão de decidir se realizam outros exames de imagem para procurar causas que necessitem de cirurgia e para avaliar o funcionamento dos seus rins.

Se, pelo contrário, o bebé padecer de uma ectasia piélica leve ou moderada, pode fazer-se uma ecografia entre as duas e as quatro semanas de vida. Neste caso pode acontecer:

- Que tenha desaparecido a ectasia piélica. Neste caso não se faz mais nenhum exame, a menos que o pediatra indique que se faça um seguimento no caso de suspeitar de uma possível infeção urinária.

- Que a dilatação continue. Neste caso, o seguimento da ectasia piélica far-se-á de forma individualizada e será o pediatra o responsável por determinar o procedimento e tratamentos a seguir.

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