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Berços co-sleeping: toda a informação

O que é o co-sleeping? É preferível que o bebé durma com os pais ou noutro quarto? Como deve ser um berço co-sleeper? Vamos dar-lhe todos os detalhes e explicar o que dizem os pediatras sobre esta prática.

O co-sleeping é uma prática familiar na qual o bebé, ou a criança, dorme com os pais. O co-sleeping pode ser praticado na cama dos pais ou então com um berço acoplado a esta, chamado berço co-sleeper. Trata-se de um hábito mais do que normal em muitas partes do mundo, como na Índia, onde é praticado simplesmente para manter a criança quente durante a noite. No Japão, é seguido até que a criança atinja os sete anos. Pelo contrário, no Ocidente, foi uma prática habitual apenas até ao séc. XIX, quando deixou de o ser porque as casas começaram a ter mais divisões e uma delas passou a ser atribuída aos filhos. No entanto, atualmente, o conceito de co-sleeping ede berço co-spleeper foi reintroduzido na nossa sociedade, como forma natural de criar os filhos.

Benefícios do co-sleeping

• Estimula o aleitamento materna, porque facilita dar de mamar durante a noite.

• Reduz os episódios de apneia do sono, perigosos para o bebé.

• Diminui o choro do bebé durante a noite e facilita o seu sono, evitando os despertares noturnos.

• Reduz o risco de morte súbita do recém-nascido.

• Fortalece o vínculo afetivo entre os pais e o bebé, ao sincronizar os ciclos do sono.

• De acordo com alguns especialistas, proporciona bem-estar e desenvolvimento neuronal ao bebé.

Inconvenientes do co-sleeping

• Existe risco de asfixia, pelo que a maioria dos pediatras recomenda que não se partilhe a cama com a criança, sendo mais partidários do berço co-sleeper, uma vez que este estabelece um espaço próprio para o bebé, o que é mais seguro.

• Associação, por parte da criança, do conceito de sono à presença dos pais, o que pode dificultar que adormeça na hora da sesta ou se vai dormir sozinho.

• Segundo alguns especialistas, o co-sleeping pode contribuir para uma maior dependência dos pais por parte do bebé.

• Contrariamente a certos estudos, alguns especialistas afirmam que o co-sleeping pode aumentar os riscos de morte súbita do recém-nascido.

• Falta de intimidade para o casal, o que pode afetar as relações sexuais.

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Como deve ser o co-sleeping de acordo com os pediatras?

Segundo os pediatras portugueses, e também do ponto de vista de organizações como a OMS e a UNICEF, há uma série de recomendações que todos os pais devem seguir para que o bebé durma de forma segura:

O bebé deve dormir de barriga para cima, já que dormir de lado pode fazer com que a criança se vire acidentalmente para baixo, o que poderia ocasionar morte súbita.

Não deve ser agasalhado em excesso, para que não transpire durante noite.

O colchão deve ser plano e firme e deve prescindir de almofadas, almofadões, peluches e outros elementos de obstrução.

É recomendável que o bebé durma no seu próprio berço. Neste sentido, todos os pediatras recomendam como preferível o berço co-sleeper em vez da cama dos pais, que é desaconselhada, especialmente durante os primeiros seis meses de vida.

Não pode haver aberturas no berço e é necessário certificar-se de que o bebé não pode cair da cama.

• A fim de evitar a plagiocefalia posicional (deformação da cabeça plana), os pediatras recomendam que se mude a criança de posição e que o bebé não esteja permanentemente com a cabeça sobre uma superfície.

Requisitos que devem cumprir os berços co-sleeper 

Os berços co-sleeper, também conhecidos por berços sidecar, são desenhados para poderem encaixar na cama dos pais, o que facilita a amamentação noturna do bebé e permite tê-lo sempre por perto. Este tipo de berço funciona como um prolongamento da própria cama e permitem-lhe dormir com o bebé ao lado, sem perder espaço na sua própria cama e evitando os riscos que isso poderia acarretar para o bebé dormir na mesma cama que os pais. Concebidos para se juntarem à cama dos pais, os berços sidecar dispõem de grade rebatível, o que permite que encaixem perfeitamente na cama.

Além disso, muitos berços co-sleeper são desenhados para crescer com o bebé, motivo pelo qual se podem transformar em parques, bancos, cadeiras ou mesas para jogos.

Ao adquirir um berço co-sleeper deve confirmar que seja homologado pela norma europeia vigente para berços, de modo a garantir o máximo de segurança no sono do seu filho. No ato da compra verifique se: os intervalos das ripas do estrado não têm mais do que 60mm no máximo, para evitar que a criança fique preso; a distância entre estrado e a restante estrutura não é superior a 25mm, para evitar quedas, e a altura interior do berço tem no mínimo de 60cm, desde a base onde repousa o bebé até ao ponto mais alto do berço.

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