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Os perigos da manobra de Kristeller

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Sabia que a manobra de Kristeller é um método desaconselhado pela OMS? Também está proibida em alguns países como o Reino Unido. No entanto, em Portugal, ainda é usada em algumas situações.

O que é a manobra de Kristeller?

A manobra de Kristeller é uma técnica que consiste em exercer pressão sobre o abdómen da parturiente com as mãos, os punhos ou os antebraços na zona da parte superior do útero, coincidindo com a contração e esforços da mãe, com o objetivo de facilitar ou acelerar o posicionamento e nascimento do bebé.

Esta técnica da obstetrícia foi ideia do ginecologista polaco Samuel Kristeller em meados do século XIX. Não obstante, apesar de ter sido usada com frequência, a Sociedade Espanhola de Ginecologia e Obstetrícia destaca que não existem evidências significativas de que esta manobra facilite o nascimento do bebé.

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Manobra de Kristeller: perigos e recomendações

A OMS desaconselha a manobra de Kristeller. Outros países, como o Reino Unido, proibiram-na diretamente por lei. Não obstante, ainda se pratica em muitos países com demasiada frequência, inclusive em Portugal. No entanto, trata-se de um método que, embora nem sempre esteja incluído na formação sanitária, continua a ser transmitido de forma oral nos hospitais.

Tal como já foi referido por várias fontes, o uso da manobra de Kristeller pode provocar graves sequelas para a mãe e para o bebé. A mãe pode sofrer dor, hematomas, fratura de costelas, rotura do útero, deslocamento ou inversão uterina, roturas musculares ou do pavimento pélvico, entre outras.

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Por outro lado, a manobra de Kristeller pode causar traumatismos e lesões no bebé que, consequentemente, podem acarretar uma paralisia ou afetar os nervos cervicais. Também se pode fraturar a clavícula ou o úmero, provocar hematomas ou hipoxias devido à falta de oxigénio, entre outras lesões.

A verdade é que não existem dados fiáveis desta prática em Portugal porque não fica registada nos historiais clínicos. No entanto, num estudo realizado com mulheres que deram à luz entre 2012 e 2015, em Portugal, foram relatados vários episódios do uso desta técnica. São, ainda assim, muitas as mães que apenas souberam que tinham sido alvo desta manobra quando se informaram posteriormente e identificaram a técnica.

Por este motivo, é importante que todas as mulheres conheçam os seus direitos e deixem bem claro que durante o parto não querem que lhes seja comunicada qualquer atividade que se desmarque do puramente protocolar. Neste sentido, pode ser útil que, antes da data do parto, se informe no hospital acerca do plano de parto, ou seja, um documento no qual pode deixar por escrito, de uma maneira formal, o que é que quer e o que não quer durante o parto. Deste modo, terá uma cópia deste documento escrito e assinado, com o qual poderá provar que violaram os seus direitos, no caso disso acontecer.

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