Mi bebé y yo

Bebés “reborn”: podem substituir um bebé vedadeiro?

( 1 voto) load
facebook twitter whatsapp

Os bebés “reborn” são uns bonecos que reproduzem bebés recém-nascidos com todo o tipo de detalhes. São utilizados para terapias e tratamentos, porém, em alguns casos, podem chegar a provocar dependência. Porquê? É o que explica a psicóloga Tania Olivares

Os bebés “reborn” são bonecos hiper-realistas, fabricados com silicone. Estes bonecos são adquiridos por muitas mulheres em todo o mundo. Vestem-nos, dão-lhes banho, alimentam-nos ou mudam-lhes a fralda. Cuidam deles como se fossem bebés humanos, chegando mesmo a desenvolver um forte apego emocional.

Na verdade, o bebé “reborn” é usado em terapias psicológicas. Nestes casos, pode ser uma útil ferramenta de trabalho quando se tem um objetivo e o seu uso é meramente temporário. Por, exemplo, ajudar a superar a perda de um filho e inclusive em casos de Alzheimer.

Algumas mulheres recorrem a bonecas “reborn” quando perdem um bebé, não podem ter filhos, ou, simplesmente, para ter uma réplica dos seus filhos já crescidos (o que é conhecido como a síndrome do ninho vazio). Noutros casos, inclusive, querem conservar tudo o que puderem da gravidez e optam por ver o bebé em 3D ou 4D antes do nascimento, e imprimem o feto através de uma ecografia. Contudo, o fenómeno dos bebés “reborn” está a provocar um grande debate. Até que ponto podem estes bonecos substituir um ente querido ou converterem-se no filho que nunca se teve?

Ao longo da vida, podem surgir situações dolorosas como, por exemplo, a perda de um ente querido ou de um bebé antes do seu nascimento. Neste caso, o luto é um processo com várias fases e é necessário passar por cada uma delas para superar a dor. Quando uma mulher adquire um bebé “reborn” porque perdeu um filho, isto vai contribuir para que o processo de luto se arraste e ainda que, no início, o seu estado emocional possa melhorar, tratar um boneco como se fosse o nosso bebé não vai ajudar a aceitar a situação nem a superar a dor da sua perda.

O bebé “reborn” nas terapias psicológicas

Em alguns casos, os bonecos são utilizados para suprir carências emocionais, como a impossibilidade de ser mãe ou a síndrome do ninho vazio. Tal como no luto, é necessário enfrentar estas situações e ser realista. Quando um filho sai de casa, deve-se aceitar e entender o facto como uma parte do seu crescimento e maturidade. E, no caso em que não se possa ter filhos, deve-se procurar apoio no casal, família e amigos. Pessoas reais de quem se pode receber apoio e carinho.

Em países como os Estados Unidos ou a Alemanha, ver uma mulher com um carrinho e um bebé “reborn” é cada vez mais normal e frequente. Não há dúvida que é uma conduta estranha e que pode surpreender muita gente. Muitas destas mulheres queixam-se de serem tratadas como “loucas”.

Porém, não se trata de um comportamento patológico, ainda que pouco comum. Estas mulheres, na maioria dos casos, procuram melhorar o seu estado emocional, após passarem por situações dolorosas. Mas é importante distinguir entre realidade e ficção. Estes bonecos podem ser utilizados como brinquedo ou para colecionar, ou mesmo em terapias, desde que estas sejam supervisionadas por um profissional. No entanto, quando são tratados como se fossem bebés verdadeiros e não se é capaz de sair de casa ou ir de férias sem eles, pode dar-se um claro problema de vício ou de dependência emocional.

Tania-bloguera

Tania Olivares
Psicóloga, mãe de três filhos e escritora no 
MaternidadFacil.com

 

 

Também lhe interessa

Bebés “reborn”: podem substituir um bebé vedadeiro? | O Meu Bebé Qual é a sua opinião?

Tem que se registrar para poder escrever um comentáro ou votar. Pode registrar-se aqui ou, se já tem conta, pode entrar.
ACEDER Á SUA CONTA
Memorizar-me
Entrar
REGISTAR-ME
JUNTE-SE À COMUNIDADE O MEU BEBÉ
REGISTE-SE GRÁTIS

Comentários (0)