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Difteria: o que é e como se contagia?

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A difteria é uma doença infeciosa causada por uma bactéria que afeta principalmente a garganta e o nariz, mas que pode ter consequências graves. Hoje, explicamos-lhe quais são os seus sintomas, como se contagia e quais as recomendações dos pediatras.

A difteria é uma doença infeciosa provocada pela bactéria, o bacilo corynebacterium diphtheriae que afeta as vias respiratórias superiores (a garganta e o nariz) embora também possa produzir danos de coração e cérebro.

Quais são os sintomas da difteria?

A doença começa por manifestar-se entre o primeiro e o sétimo dia após a bactéria penetrar no organismo. São vários os sintomas da difteria e vão desde dor de garganta, calafrios e coloração azulada da pele, a secreção nasal espessa, problemas respiratórios, tosse, baba constante, febre e úlceras na pele.

Como se contagia?

É propagada através dos pequenos salpicos gerados pela tosse ou espirros da pessoa infetada ou de alguém que seja portador da bactéria, que pode contagiar a doença até duas semanas depois de estar infetado. Uma vez que a bactéria se encontra no corpo humano, produz toxinas que são disseminadas no fluxo sanguíneo, afetando órgãos como o coração e o cérebro.

Quais são as recomendações dos pediatras?

A única forma de prevenir a infeção é através da vacinação. Graças à vacinação generalizada, a doença, bastante comum durante os anos 50, é pouco frequente em Portugal, Europa e Estados Unidos. As instituições médicas recomendam vacinar todas as crianças contra a difteria, seguindo os calendários de vacinação de cada país.

Como se administra a vacina?

A vacina da difteria é uma vacina segura e eficaz. A maioria das crianças que a recebe não apresentam nenhum efeito secundário. Para além de que se trata de uma vacina com a bactéria inativa, em que a toxina é desprovida de toxicidade. Uma vez injetada, a pessoa que a recebeu não pode desenvolver a doença, mas torna-se imunogénica, ou seja, ativa as suas defesas contra ela. A vacina deve ser administrada em seis doses, ainda que se considere que um adolescente se encontra imunizado com cinco doses.

A vacina da difteria faz parte do grupo de vacinas combinadas que incluem outros componentes, pelo que está incluída nas vacinas hexavalente e pentavalente, que são administradas durante os primeiros dois anos de vida. Também é administrada uma dose de reforço durante a adolescência, juntamente com a vacina do tétano e da tosse convulsa.

Qual é o tratamento em caso de infeção?

Se uma pessoa tem difteria, deve receber a antitoxina diftérica por via intramuscular ou intravenosa e deve tomar antibióticos. Se o paciente se encontra em estado grave, será necessário o seu internamento hospitalar e administração de soro, oxigénio, controle cardíaco e ventilação. Ainda que algumas pessoas passem a infeção sem problemas, esta pode chegar a produzir morte por danos renais, inflamação do músculo cardíaco e obstrução respiratória. Nas crianças menores de cinco anos, a morte dá-se em um de cada cinco afetados por esta doença.

(Também lhe interessa: Doenças de crianças)

 
 
 
 
 



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