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O que é a criptorquidia e qual é o seu tratamento

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Enquanto o bebé cresce no útero, os seus testículos vão-se desenvolvendo no abdómen para, mais tarde, descerem até ao canal inguinal interno e, durante os últimos meses de gestação, se irem localizar no escroto. Quando os testículos não chegam a descer para o escroto dá-se o caso de criptorquidia.

A criptorquidia é uma patologia frequente que se deve à ausência de um dos testículos na bolsa escrotal, quando um dos testículos (ou os dois) não descem até ao escroto. O significado literal da palavra seria o de “testículo oculto” e afeta cerca de 5% dos recém-nascidos.

Não é uma patologia dolorosa para o bebé, mas pode provocar problemas a longo prazo, tais como risco de tumor testicular ou infertilidade. A criptorquidia não é a mesma coisa que testículo retrátil ou móvel, que acontece quando o testículo desceu bem mas que, depois, sobe e desce com facilidade.

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Tipos de criptorquidia e testículo ectópico

Podem existir os seguintes tipos de situação:

  • Criptorquidia verdadeira (os testículos não fazem a sua descida) congénita: acontece quando o testículo não está no escroto, podem sentir-se na palpação inguinal mas não é possível fazê-los descer.
  • Anorquidia ou testículos ausentes: neste caso, o testículo não está no escroto, no canal inguinal, nem no abdómen. Para este diagnóstico são necessárias uma ecografia ou uma exploração cirúrgica.
  • Testículo ectópico: quando o testículo se localiza fora do trajeto do canal inguinal, como por exemplo numa localização subcutânea.
  • Testículos que não desceram de forma adquirida: inicialmente, não estavam no escroto, desceram durante o primeiro ano de vida, mas voltaram a subir. Nestes casos, é necessário fazer um seguimento até aos 5 ou 10 anos.
  • Testículos não descido: quando o testículo não está no escroto, mas que se pode fazer descer de forma manual. É necessário um seguimento a longo prazo.

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Tratamento da criptorquidia

Geralmente, o testículo acaba por descer durante o primeiro ano de vida da criança, sem necessidade de nenhum tratamento de criptorquidia, e é o pediatra quem realiza a exploração necessária nos diferentes exames e análises. Perante qualquer dúvida, poderia solicitar uma ecografia para confirmar a presença ou ausência do testículo.

Se, passado um ano, se mantém a criptorquidia, existem dois tipos de tratamento. O mais utilizado é a cirurgia, chamada de orquidopexia, com altas taxas de sucesso e mínimas complicações. O outro tratamento da criptorquidia é o hormonal, mas é menos efetivo e cada vez se usa menos.

Os riscos relacionados com a criptorquidia, tais como a infertilidade, o risco de cancro do testículo, a torsão muscular e a hérnia inguinal, podem ser prevenidos com o tratamento cirúrgico desta patologia.

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