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Coronavírus e crianças: as perguntas dos pais

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O estado de emergência decretado pelo Governo devido à crise provocada pelo Coronavírus preocupa-nos a todos, mães e pais incluídos, como não poderia deixar de ser. Queremos manter-te atualizada e informada no que respeita ao Covid-19 e crianças. Damos-te resposta às dúvidas mais frequentes sobre Coronavírus e crianças.

O aumento exponencial do número de casos de Coronavírus, de hospitalizações e falecidos em Portugal e em outros países de todo o mundo dispara a ansiedade e o estado de alarme a cada dia que passa.

Após o decreto do estado de emergência, o isolamento ao qual a maioria da população se vê sujeita contribui para que o nosso estado de ânimo se altere, entre o medo e a preocupação, passando também pela calma, pela responsabilidade e, sempre, pela concentração,

Especialistas sanitários responderam a uma série de perguntas frequentes que os pais e mães de bebés e crianças fazem em relação à preocupação pela incidência do vírus de alcance mundial.

“Em primeiro lugar, é preciso manter a calma e atuar de forma racional, baseando-nos unicamente em fontes oficiais e nos estudos científicos publicados até ao momento”, assegura Ernesto Burgio, pediatra da Sociedade Italiana de Pediatria Preventiva e Social (SIPPS) e presidente do Comité Científico da Sociedade Italiana de Medicina Ambiental (SIMA). É, de facto, muito importante usar apenas fontes de informação fidedignas num momento em que proliferam notícias de todo o tipo, muitas delas falsas.

Baseando-nos nas recomendações dos especialistas, oferecemos-te as respostas às dúvidas mais frequentes. Podes também consultar a página disponibilizada pelo Governo para dar resposta às dúvidas mais frequentes dos portugueses: https://covid19estamoson.gov.pt/.

 

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Quais são os riscos reais para as crianças?

Neste momento, parece que a infeção pelo novo coronavírus (Covid-19) se manifesta de forma mais leve nas crianças e nos jovens adultos.

Eles também se infetam, com os adultos, mas tendem a apresentar sintomas mais leves. Os casos graves, os que requerem ingresso hospitalar, são menos frequentes em crianças do que em adultos e idosos.

Segundo os dados publicados pela OMS, a probabilidade de falecimento em caso de infeção equivale a 0,2% na franja de idade entre os 10 e os 19 anos, e é praticamente nula entre os 0 e os 9 anos, contra os 14,8% nas pessoas de mais de 80 anos, e de 8% nas pessoas com idades entre os 70 e os 79 anos.

Porque é que as crianças têm sintomas mais leves?

Aparentemente, nas crianças as defesas imunitárias são perfeitas para uma resposta equilibrada a este vírus, nem demasiado leves, nem demasiado energéticas,

A infeção por Covid-19 provoca danos graves quando o sistema imunitário de quem adoece não tem a força necessária para a combater. Por outras palavras, paradoxalmente, quando o sistema imunitário é muito reativo e desencadeia uma resposta inflamatória massiva para combater o vírus, também pode afetar os pulmões.

A reação imunitária das crianças representa uma mudança intermédia, o que é bom.

Tal não significa que não se tenha de proteger as crianças do contágio, para o seu próprio bem e para o dos adultos e idosos da família a quem os mais pequenos poderiam contagiar o vírus, como acontece com a gripe e outras infeções respiratórias. Pelo contrário, têm de estar bem cientes e tomar todas as medidas de proteção, tal como os adultos.

Quais as medidas preventivas que se devem tomar?

Agora que o isolamento nas nossas casas é uma realidade, resta dizer que não devemos ir com as crianças a lugares onde haja probabilidade de encontrar muitas pessoas num espaço reduzido.

Decididamente, não devemos sair de casa com as crianças além de casos de extrema necessidade, ou se tal for indicado pelos serviços sanitários depois de ligar em caso de suspeita por sintomas de Coronavírus (ou outro mal-estar relevante que a criança possa manifestar).

O telefone de referência para informação de saúde é o 808 24 24 24.

Quando saímos de casa, para comprar alimentos, medicamentos ou outros bens de necessidade básica, devemos tomar algumas precauções, entre as quais:

  • Manter-se, no mínimo, a um metro de distância das pessoas que estão no mesmo espaço, especialmente as que espirram, tossem ou manifestam sinais evidentes de mal-estar.
  • Evitar, dentro do possível, tocar em superfícies e objetos em lugares públicos. Se se tocar em qualquer superfície, evitar tocar na cara com as mãos e lavá-las o mais rapidamente possível com água e sabão ou, na impossibilidade de o fazer, usar uma solução hidroalcoólica.
  • Não pôr as mãos na boca e não tocar diretamente na comida se estas não estiverem bem lavadas. Lavar as mãos antes e depois de comer, ou de cozinhar, e também antes e depois de ir à casa de banho. A lavagem deve ser vigorosa, com água e sabão, e durante 20-40 segundos: palmas, dorsos, espaços interdigitais, unhas e polegares.

As máscaras e o gel desinfetante são úteis para as crianças?

  • O uso de máscaras pode ser útil para as pessoas que têm sintomas de infeção respiratória, para reduzir a difusão do vírus no ambiente quando tossem ou espirram e, como tal, para proteger os outros.
  • O uso de gel ou soluções alcoólicas para desinfetar as mãos também é seguro para as crianças. O efeito germicida do produto é conseguido esfregando bem as mãos entre elas: os dedos, as palmas e o dorso.
  • O componente alcoólico evapora-se e o gel seca em poucos segundos. Este procedimento leva-se a cabo unicamente quando não se dispões de água e sabão, que é sempre preferível.

O que fazer se a criança tem tosse e está constipada?

Nesta estação, são muitas as infeções respiratórias que circulam, desde a própria gripe a numerosos vírus paragripais, e não há forma de distinguir estes sintomas dos provocados pelo coronavírus.

  • A primeira regra que há que seguir para quem adoece é não sair de casa, nem sequer levá-los ao centro de saúde ou ao pediatra. Nestes casos, as consultas médicas podem converter-se em perfeitos focos de contágio.
  • O melhor é ligar para o número de telefone do Serviço Nacional de Saúde para fazer as perguntas em caso de dúvida (808 24 24 24), descrever os sintomas e seguir as indicações do profissional sanitário à risca.
  • Se o médico o considera necessário, a criança deverá ser atendida em condições de segurança, de modo a efetuar os testes de diagnóstico necessários para saber como intervir.

Que medidas se devem tomar em caso de necessidade de levar a criança a uma consulta médica?

Neste caso, recomenda-se entrar na sala de espera do pediatra apenas depois do paciente anterior ter saído, bem como manter a criança ao colo (se não for capaz de estar sentada), assegurar-se de que não toca no material do consultório e, enquanto espera, entretê-la com um jogo ou um livro trazido de casa, evitando o que possa partilhar com outras crianças presentes, para seu próprio bem e dos outros.

De todos os modos, o protocolo estabelecido em cada hospital e centro de saúdo, em relação à forma de atender os caso que se dirigem às consultas, deve ser sempre seguido à risca.

 

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Quando se deve ligar para as urgências?

As autoridades sanitárias recomendam ligar unicamente em caso de necessidade o 112. É importante recordar que o 112 não é um telefone para tirar dúvidas médicas, mas sim para pedir ajuda em caso de emergência.

Por outro lado, o 808 24 24 24 atende questões sobre saúde 24 horas por dia.

Há algum produto ou suplemento multivitamínico que reforce as defesas imunitárias da criança e a proteja do risco de contágio?

Não há nenhum produto que proteja do contágio. Uma alimentação saudável e equilibrada, rica em vitaminas e sais minerais, complementa o trabalho do sistema imunitário.

  • Em caso de necessidade, deve consultar-se o pediatra, que conhece a criança, sobre a necessidade de lhe prescrever um suplemento.
  • Ainda não está disponível, nem se sabe quando estará, uma vacina contra o novo coronavírus, se bem que os cientistas estão a trabalhar sem descanso e já se desenvolveu uma vacina na China que, no entanto, ainda deve ser testada.
  • Os antibióticos não têm qualquer utilidade para tratar o coronavírus, dado que estes fármacos apenas são ativos contra as bactérias.
  • Em geral, recomenda-se não administrar nenhum fármaco às crianças com sintomas suspeitos sem a correspondente indicação médica.

Como se deve falar do coronavírus às crianças?

Não se pode fingir que não está nada a acontecer, especialmente nas zonas nas quais o vírus está a ter uma maior incidência. As crianças apercebem-se quando algo não está bem percebem a preocupação dos adultos.

Neste dias, vêem-se muitas imagens no telejornal, e ouvem-se entrevistas a especialistas e até testemunhos de pessoas que transmitem o seu medo e preocupação.

As crianças interpretam o nosso comportamento não verbal, as nossas expressões emotivas e as nossas preocupações, e esconder-lhes o que se passa não só não as protege como as assusta ainda mais.

Como tal, é aconselhável explicar às crianças o que está a acontecer à sua volta e partilhar com elas as nossas preocupações. De qualquer forma, devemos manter a calma e a confiança e usar palavras e ferramentas adequadas para a sua idade, tais como desenhos, histórias ou canções, inclusivamente para lhes explicar as normas de higiene necessárias para combater o contágio e para se envolverem ativamente na luta contra o vírus.

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