Mi bebé y yo

Medo do parto: como superá-lo?

( 0 votos) load
facebook twitter whatsapp

Quando as preocupações acerca do momento do parto se tornam patológicas, os especialistas falam de tocofobia. Mostramos-lhe aqui os conselhos para a superar, com a ajuda de especialistas.

Sentir um pouco de ansiedade perante a ideia de dar à luz é natural. Trata-se de uma experiência nova (sempre, até quando se trata do segundo ou do terceiro filho!), o que escapa completamente do nosso controlo, uma verdadeira viagem ao desconhecido. Do ponto de vista psicológico, é um pouco como se a mulher se encontrasse nas mesmas condições que o bebé que tem de vir ao mundo. De facto, deve fazer uma espécie de prova, um ritual obrigatório. E, por muito que possa tentar chegar preparada e desenvolver estratégias para o enfrentar, resta sempre uma certa margem de incerteza. No enanto, às vezes, pode acontecer que os temores sejam os que prevalecem. Os especialistas falam de tocofobia, ou medo patológico do parto.

Os sinais de alarme

Um dos sintomas do medo patológico ao parto pode ser a dificuldade em descansar: os sonhos da futura mamã enchem-se de pesadelos sobre o parto, tem dificuldades em conseguir adormecer ou acorda a meio da noite com o pensamento fixado nesse momento. No entanto, para que a mulher consiga entender que o seu medo superou a categoria de "fisiológico" e que está fora de controlo, deve haver uma sensação que a impeça de viver serenamente a gravidez. De faco, a angústia torna-se a sensação dominante e transforma-se em pânico.

Por vezes, não é a mulher quem se apercebe que algo não está bem, mas sim quem tem algum tipo de relação com ela, como o seu ginecologista. Por exemplo, uma senhora que, ao iniciar a sua gravidez, começa logo nas primeiras semanas a bombardear o médico com perguntas sobre o parto, expressando os seus temores, faz pensar claramente que esta ideia é muito perturbadora para ela. Trata-se de um medo excessivamente precoce e que é necessário avaliar.

Mas de que é que se tem medo exatamente? Da dor, de não saber fazer força, de uma laceração, de perder o controlo ou, de uma forma mais geral, de alguma coisa correr mal. Outras vezes, pelo contrário, esta emoção tem as suas raízes na história pessoal da futura mamã, por exemplo, se tiver recordações de um parto anterior que talvez tenha sido traumático. Também pode acontecer que a ansiedade surja devido à data prevista para o parto coincidir com um dia particularmente doloroso para a mulher, como o aniversário da morte de um ser querido ou de um aborto precedente.

Procurar apoio

O que se deve fazer nestes casos? É muito importante falar do que se sente. Por vezes é o próprio ginecologista quem consegue ouvir e dar apoio à futura mamã. Noutros casos é ele quem indica outro profissional que se pode consultar como, por exemplo, um psicólogo.

Não obstante, trata-se de um medo a enfrentar o próprio medo, a tomar consciência deste e a compreender as suas diferentes facetas: de facto, muitas vezes, o medo do parto esconde outra coisa e é importante abrir essa "caixa" e conseguir olhar para dentro para desfazer os nós presentes.

A cesariana pode resolver o problema?

Um dos atalhos nos quais se pensa mais frequentemente é recorrer a uma cesariana. Mas será que pode ser uma verdadeira solução? Trata-se de uma decisão médica que deve ser considerada de forma cuidadosa. A cesariana é uma verdadeira intervenção cirúrgica, com todos os riscos que acarreta. Pensar em recorrer a ela exclusivamente para sufocar os próprios medos pode ser uma simples ilusão. Não é por acaso que muitas mulheres, depois de marcarem a data da intervenção, se apercebem que continuam a ter ansiedade.

Por outro lado, é verdade que uma cesariana permite ter sob controlo muitos aspetos do parto: sabe-se a data do evento, tem-se a certeza de que não vai acontecer à noite quando a mulher está sozinha... Mas também existem algumas contraindicações: o não sentir certas partes do corpo num momento tão importante, o facto de serem outros a cuidar do próprio corpo e do bebé nos seus primeiros instantes de vida, o ter de enfrentar o período pós-operatório, etc.

Possíveis soluções

Por vezes o facto de poder ter a segurança de uma proteção analgésica desde o início até ao final do parto pode ser suficiente para aliviar a mulher da sua carga de ansiedade. Nos casos em que a ansiedade é particularmente forte também se poderia pensar num parto induzido, o que pode contribuir para dar à mulher a sensação de ter um certo controlo sobre o que lhe acontece, embora sem a privar da experiência de dar à luz o seu bebé.

Mas será possível que a ansiedade e a angústia condicionem o início da relação entre a mamã e o bebé? Por sorte, na grande maioria dos casos, isto não acontece. Em geral, depois do parto, o alarme pára. E passada a tempestade volta a calma.

O parto, uma incerteza que tem de se aceitar

Enfrentar a situação mentalmente, inclusive com os seus eventuais imprevistos é a melhor forma de se aproximar do parto. No entanto, as novas gerações de mulheres estão pouco acostumadas a isto, pois cresceram dentro de uma cultura de controlo que as habituou a programar tudo até ao mais ínfimo pormenor. Hoje em dia, antes do bebé nascer, já o viram a três dimensões através da ecografia, sabem qual será o seu sexo e o seu peso. Todos estes elementos contribuem para reforçar a ideia de que tudo pode ser planificado. E quando nos damos conta que tal não é bem assim, é fácil sentir a vertigem da ansiedade.

Também lhe interessa

Medo do parto: como superá-lo? Qual é a sua opinião?

Tem que se registrar para poder escrever um comentáro ou votar. Pode registrar-se aqui ou, se já tem conta, pode entrar.
ACEDER Á SUA CONTA
Memorizar-me
Entrar
REGISTAR-ME
JUNTE-SE À COMUNIDADE O MEU BEBÉ
REGISTE-SE GRÁTIS

Comentários (0)