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Inseminação artificial: como se processa?

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Se pretende ter um filho, mas já passaram alguns meses e não engravida, pode optar pela inseminação artificial. Explicamos-lhe: em que consiste esta técnica, qual é o preço, o que é a inseminação artificial caseira, e se o Serviço Nacional de Saúde contempla este método.

Se quer engravidar e já há alguns meses que o tenta com o seu companheiro sem o conseguir, é o momento de consultar o médico para que os aconselhe sobre quais os passos a seguir. Seja através do Serviço Nacional de Saúde ou numa clínica privada, haverá especialistas para estudar o seu caso, que lhes recomendarão uma técnica de reprodução assistida para alcançar a conceção. Entre estas técnicas, a mais conhecida é a da inseminação artificial.

A inseminação artificial consiste na introdução do esperma no útero da mulher (inseminação artificial intrauterina) com o objetivo de obter a gravidez. Esta técnica é indicada para casos de infertilidade masculina ligeira, como a teratozoospermia, astenozoospermia e/ou oligozoospermia ou quando se apresenta dificuldade para manter relações sexuais completas. Também é uma técnica recomendada para os casos femininos de problemas de reprodução, como uma alteração do ciclo ovárico, endometriose ligeira ou anomalias a nível do colo do útero. A inseminação artificial também é aplicada em homens e mulheres com problemas de reprodução ou quando a gravidez natural não é conseguida, apesar de aparentemente não haver um problema.  A este último caso chama-se esterilidade de origem desconhecida.

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Tipos de inseminação artificial

Existem dois tipos de inseminação artificial, que dependem da procedência do sémen:

A inseminação artificial conjugal (IAC): o sémen introduzido no útero da mulher é o do seu companheiro.
A inseminação artificial com doação (IAD): o sémen utilizado provém de um dador do banco de esperma. É habitualmente realizada quando não existe um companheiro do sexo masculino ou nos casos em que o sémen do companheiro tem má qualidade ou é portador de doenças.

Para além destes dois tipos, está também a inseminação artificial caseira. Neste caso é o ginecologista quem se ocupa de orientar o casal. No entanto, é a própria mulher ou o seu companheiro quem introduz a cânula de inseminação com o sémen na vagina. Pode ser efetuada em casa, não é necessário que se realize na consulta, por isso a denominação ‘caseira’.

Como se realiza a inseminação artificial?

Para que a inseminação artificial tenha êxito é necessário que pelo menos uma das trompas da mulher seja permeável, e que o sémen cumpra alguns requisitos básicos de qualidade. Depois de se ter concentrado o sémen nos espermatozoides com mais movimento e reduzido o fluido seminal, a contagem de espermatozoides móveis deve ultrapassar 3 milhões de espermatozoides por mililitro. Também é importante descartar a possibilidade da existência de doenças infeciosas. Os passos do processo de inseminação artificial são os seguintes:

1. A partir do segundo dia de menstruação o ovário da mulher é estimulado pelas hormonas envolvidas no ciclo menstrual.
2. É feita uma ecografia para controlar o número de possíveis óvulos fecundáveis existentes nos ovários e calcula-se o dia indicado para a inseminação artificial.
3. A amostra de sémen é analisada no laboratório e os espermatozoides de boa qualidade são separados dos restantes.
4. Estes espermatozoides são depositados na cavidade uterina através de uma cânula extremamente fina. O método é indolor.
5. Cerca de duas semanas após a inseminação, se há ausência de menstruação, a mulher efetua um teste de gravidez.


Ainda que geralmente o sémen seja colocado no útero, em função do sítio, a técnica pode ser dividida em 4 tipos: inseminação artificial intratubária, intravaginal, intracervical ou intrafolicular.

Preço da inseminação artificial e Serviço Nacional de Saúde

Em Portugal, o Serviço Nacional de Saúde comparticipa até três tratamentos, mas com o limite de um por ano, e as mulheres devem ter menos de 40 anos para poderem ser submetidas a tratamentos. O valor real de custo para o estado é de 1500 euros por fecundação. No sector privado, não coberto em geral pelos seguros de saúde, uma única tentativa pode ficar em cerca de 5000 a 8000 euros, a pagar pelo utente.
É importante recordar que as listas de espera do SNS são longas, o que leva a que muita gente recorra a clínicas privadas.
De acordo com a lei portuguesa (Lei n.º 32/2006, de 26 de junho) só podem beneficiar da procriação medicamente assistida:
- Pessoas casadas que não se encontrem separadas judicialmente de pessoas e bens ou separadas de facto
ou
- pessoas de sexo diferente que vivam em união há pelo menos dois anos.
Os beneficiários terão de ser maiores 18 anos de idade e não se encontrarem interditos ou inabilitado por anomalia psíquica.

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Está a pensar em recorrer a uma inseminação artificial? Foi o método que utilizou para engravidar? Queremos conhecer a sua experiência! Partilhe-a com as outras mães no Salvamamãs.

 

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