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Obstipação em bebés: sintomas e tratamentos

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Pode acontecer a qualquer momento que os bebés tenham dificuldade em fazer cocó. Mas apenas em casos muito raros a obstipação nos bebés é um sintoma de problemas graves, como megacólon ou hipotiroidismo congénito.

Normalmente a criança sofre de obstipação devido a razões funcionais e bastam apenas algumas sugestões para que esta situação não se transforme num transtorno persistente e desconfortável para o bebé e para a família.

Durante as primeiras semanas, se o recém-nascido mama, as suas fezes são, normalmente, semilíquidas, embora as possa reter durante alguns dias. Isto pode ser devido ao tipo de lactose que o leite materno contém. Pelo contrário, se o bebé é alimentado com leite de fórmula, as fezes podem ser mais duras, embora possa ter passado apenas um dia da última evacuação. Por razões que ainda não são claras, o leite de fórmula favorece o endurecimento das fezes, produzindo obstipação no bebé.

Diz-se que o bebé tem obstipação quando não só evacua com intervalos de dois ou mais dias, como também fazer cocó causa desconforto no pequeno que, precisamente por isso, tenta reter instintivamente as fezes para evitar o mal-estar que sente durante a evacuação.

Quando a obstipação no bebé é devido a uma disfunção

Só em casos muito raros é que a obstipação é sinal de problemas mais graves, como o megacólon congénito ou o hipotiroidismo, que consiste na carência da hormona tiroideia. Hoje em dia, este último transtorno diagnostica-se muito precocemente graças, precisamente, ao exame neonatal que se efetua de forma rotineira no hospital, imediatamente após o nascimento. O tratamento consiste na administração da hormona tiroideia.

O megacólon congénito (ou doença de Hirschsprung) pode ser de origem hereditária e causar uma grande dificuldade, ou até a impossibilidade, de evacuar. Nestes casos, a criança precisa de mais de 48 horas para evacuar o mecónio, substância escura que ocupa o intestino no momento do nascimento, e a barriga incha logo nos primeiros dias. O motivo deste transtorno reside no facto de uma parte, embora pequena, do cólon não se conseguir contrair normalmente devido à falta de determinadas células nervosas da capa muscular, o que impede a expulsão das fezes e favorece a obstipação no bebé. Este problema costuma ser diagnosticado nos primeiros dias ou meses de vida e necessita de um tratamento cirúrgico.

Quando a obstipação se deve a um comportamento

Se a obstipação acontece numa criança com cerca de dois anos, no período no qual se costuma tirar a fralda, pode ser sintoma de uma rebelião face aos pais que o tentam acostumar ao bacio. Nestas situações, as crianças podem reter as fezes até durante alguns dias. Normalmente os pais, com medo que a criança possa sofrer de um bloqueio intestinal, tendem a intervir com laxantes, supositórios ou clisteres que aumentam o risco de intolerâncias.

Para solucionar o problema, é preciso convencer-se que a retenção das fezes, inclusive durante muitos dias, não pode provocar um bloqueio intestinal e que, por este motivo, se pode intervir sem utilizar métodos coercivos. É bom não falar do problema com a criança ou à frente dela, administrar-lhe substâncias que amoleçam as fezes e esperar que a criança supere o transtorno.

O que fazer no caso de obstipação no bebé

Algumas moléculas (como as da maltodextrina e da lactulose), se forem adicionadas à dieta da criança em quantidade suficiente, podem facilitar a evacuação. Estas substâncias não são digeridas pelo intestino e, através de um processo osmótico, retêm água, amolecendo as fezes. Logo, o pediatra pode sugerir que se introduzam na dieta do bebé malte em pó muito fino ou lactulose, que é um açúcar artificial.

Também alguns fármacos à base de hidróxido de alumínio e de magnésio podem amolecer as fezes. Estes medicamentos têm de se administrar sob vigilância do pediatra, pois devem usar-se durante longos períodos de tempo para que surtam efeito e resolvam o problema da obstipação. Não causam adição.

O que fazer no caso de obstipação em bebés

Muito frequentemente aconselha-se dar de comer à criança com obstipação muita fruta e verdura, mas há especialistas que consideram que não existem provas determinantes de que a alimentação possa influir de maneira visível neste problema. Sendo assim, deve oferecer-se à criança estes alimentos mas não insistir para que os coma a qualquer custo.

Por outro lado, os laxantes são contraindicados porque irritam o cólon e provocam dependência.

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