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Porque é que não consigo engravidar?

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As causas de uma infertilidade temporal podem ser muitas, desde o stress aos desequilíbrios hormonais, passando por problemas do aparelho reprodutor e infeções. Vamos vê-las ao pormenor.

Em Portugal, são muitos os casais que têm problemas de infertilidade. Mas quanto tempo devemos esperar até nos começarmos a preocupar?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define um casal infértil como aquele que não consegue conceber após 12/24 meses de relações sem proteção. Por exemplo, se um casal, após um ano de relações sexuais regulares (de dois em dois dias), não alcançou uma gravidez, significa que está face a um problema de infertilidade. O que fazer? Antes de mais consultar um especialista, que poderá identificar a causa da dificuldade em conceber e prescrever o tratamento mais adequado.

Causas de infertilidade 

1.Um problema de idade

Biologicamente, a fertilidade de uma mulher está no seu auge aos 20-25 anos. Quanto mais tempo passa, mais diminui a quantidade e qualidade dos ovócitos produzidos pelos ovários. Se, por exemplo, aos 20 anos uma mulher tem todos os meses 35 a 40% de probabilidade de ficar grávida com uma atividade sexual regular, aos 30 anos esta percentagem reduz-se para cerca de 25%, sendo que aos 40 será de 5%. À medida que a idade avança, todo o corpo envelhece, incluindo o sistema reprodutor. Além de se reduzir o património dos ovócitos, com idade também aumenta a probabilidade de produzir óvulos de “baixa qualidade” que, mesmo fecundados, não se desenvolvem dando início à gravidez. 

2.Menos stress!

A maioria das funções orgânicas do nosso corpo são controladas pelo cérebro. E a ovulação (ou seja, a capacidade dos ovários de libertarem o óvulo para ser fertilizado todos os meses) não é uma exceção. A atividade dos ovários é, de facto, controlada pela hipófise, uma glândula na base do crânio que se relaciona diretamente com a atividade cerebral. A ansiedade e a tensão podem alterar e dificultar a ovulação, ou até bloqueá-la durante vários meses. Uma defesa que o corpo ativa porque “sente” que a mulher nesse momento não está preparada para fazer frente a uma gravidez.

 

3.Desequilíbrio hormonal

Depois de uma entrevista inicial, que tem por finalidade recolher toda a informação pertinente sobre a saúde física e mental do casal, um dos primeiros exames que os ginecologistas recomendam às mulheres são as análises hormonais. O médico prescreve uma análise de sangue para determinar os níveis de certas hormonas que intervêm no funcionamento dos órgãos sexuais. No caso de um excesso ou défice nos níveis hormonais normais de uma destas hormonas, o médico poderá prescrever o medicamento adequado para corrigir esta alteração. 

 

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4.Síndrome de ovários policísticos (SOP)

Uma causa comum de infertilidade feminina vinculada a um desequilíbrio hormonal é a síndrome dos ovários policísticos.

5.Cuidado com a balança

Por mais estranho que possa parecer, o excesso de peso ou a magreza excessiva podem dificultar a gravidez. Tudo está relacionado com as reservas de gordura no corpo, úteis para a produção de estrogénios (hormonas femininas). Nas mulheres obesas, há um excesso de estrogénios, enquanto nas mulheres demasiado magras há um nível insuficiente desta hormona. Em ambos os casos, no entanto, costumam haver ciclos menstruais irregulares e problemas de fertilidade. Antes de começar o tratamento com medicamentos para restaurar a ovulação as mulheres com problemas de obesidade ou magreza excessiva devem tentar voltar a um peso mais equilibrado. 

 

6.Anomalias congénitas do aparelho reprodutor

As malformações ou doenças das trompas de Falópio e do útero podem ser uma causa direta de infertilidade nas mulheres. O ginecologista, com investigações adequadas, pode identificar, por exemplo, malformações no útero (como miomas) ou oclusão de uma ou ambas as trompas de Falópio, o que tornam difícil, ou até impossível, conceber através de métodos naturais. Em particular, entre as principais causas de infertilidade devidas a problemas mecânicos no sistema reprodutivo, aparecem a oclusão ou o mal funcionamento das trompas, a endometriose, os pólipos e miomas uterinos e as malformações estruturais do útero.

 

7.Tratar as infeções

Por vezes a causa da infertilidade de uma mulher também pode ser uma infeção do aparelho genital. As principais culpadas são as doenças de transmissão sexual (DST) como a sífilis, a gonorreia e o vírus do papiloma humano. A lista é longa e inclui mais de 30 doenças que se podem transmitir através das relações sexuais. Uma das mais insidiosas, no entanto, é a infeção por clamídia. Este microrganismo está muito espalhado na população e tende a não provocar sintomas: sem os exames adequados, muitas vezes é impossível detetá-lo. Se não for detetada a tempo, não obstante, a infeção pode afetar o endométrio (o revestimento do útero que serve para nutrir a aceitar o óvulo fecundado) e causar danos nas trompas de Falópio (os canais que permitem que o ovócito chegue ao útero uma vez libertado do ovário), causando graves problemas à fertilidade da mulher.

 

8.Anomalias genéticas

Entre os diversos exames para excluir problemas de fertilidade, o ginecologista também pode incluir as de tipo genético, cujo objetivo é identificar as características da pessoa presentes desde o nascimento. É um exame de sangue que pode avaliar o tipo e a estrutura dos cromossomas (cariótipo ou mapa cromossómico), e alguns genes que parecem dificultar a conceção. Nestes casos, dependentemente da anomalia encontrada, pode decidir-se se se continua a tentar engravidar naturalmente ou se recorrer à reprodução assistida.

 

9.Não ao tabaco nem al álcool

Os maus hábitos de vida, como o hábito de fumar ou beber em excesso podem reduzir a fertilidade do casal. Estima-se que aproximadamente 13% dos casos de infertilidade feminina têm relação com o tabaco. Evidentemente, o grau de interferência na fertilidade vai depender da quantidade de cigarros e desde quando a mãe fuma regularmente. O consumo excessivo de álcool também tende a afetar a regularidade dos ciclos menstruais e a capacidade reprodutiva. Até mesmo o consumo moderado de álcool pode afetar a qualidade da ovulação e a regularidade dos ciclos.

 

10.Se depende do homem

Nem sempre a infertilidade do casal depende da mulher. De facto, cerca de 30% dos casos o problema tem origem no homem. Nas prática, a incapacidade dos espermatozoides de fertilizarem o óvulo costuma estar vinculada a problemas relacionados com as suas características (baixa mobilidade, pouca quantidade, malformações, etc.) ou problemas do aparelho urogenital. Uma pobre qualidade ou quantidade de líquido seminal, por exemplo, pode depender de uma infeção do trato genital. A causa da infertilidade masculina também pode estar em maus hábitos de vida, como o tabagismo, o excesso de álcool ou a alimentação desregrada.

Quando se pode pensar na inseminação artificial?

Se o casal está há entre 6 e 12 meses sem êxito a tentar uma gravidez, é recomendável submeter-se à inseminação artificial. Regra geral, uma mulher com menos de 35 anos com ciclos menstruais normais conseguiria engravidar após manter relações sexuais frequentes sem proteção em menos de um ano. Por outro lado, uma mulher à volta dos 40 anos não deveria tardar 12 meses a consultar um centro de fertilidade.

Existem diversos programas andrológicos e ginecológicos que podem interferir na fertilidade masculina e feminina e que, portanto, indicam a necessidade de consultar especialistas em reprodução assistida sem necessidade de avaliar prazos ou a idade de nenhum dos membros do casal. Apesar de existirem outras, algumas destas circunstâncias são:

Abortos repetidos sem causa conhecida. Gravidezes extrauterinas anteriores. Cirurgias ou traumatismos nos testículos que possam ter afetado a produção ou qualidade do esperma. Ter sofrido de papeira na infância, o que pode causar esterilidade masculina. Endometriose. Ter realizado tratamentos de quimioterapia ou radioterapia.

Sucesso na inseminação artificial: descobre as percentagens de êxito

Sabias que a inseminação artificial é o método de reprodução assistida mais usado? O seu preço pode rondar cerca de 800 euros por ciclo e a taxa de sucesso da inseminação artificial é de aproximadamente 15%-20% por ciclo. Isto quer dizer que em cada quatro tentativas de inseminação artificial pode conseguir-se uma taxa acumulada de 45-50%. No caso de inseminação artificial com sémen de doador a probabilidade de alcançar a gravidez é ainda maior.

Existem muitos fatores que influenciam o resultado, como a idade da mulher, a reserva ovárica ou a qualidade do esperma. Os especialistas referem, regra geral, que se após três ou quatro ciclos de inseminação artificial não se alcançou a gravidez, é muito pouco provável consegui-la com novas tentativas. Quando a inseminação artificial não alcança o resultado esperado, pode proceder-se a outras técnicas de fecundação in vitro.

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