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Pai natal: as perguntas das crianças

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O Pai Natal tem a sua origem numa personagem histórica real: São Nicolau. Vamos explicar a sua origem e a sua história e responder às dúvidas mais frequentes quanto às perguntas das crianças sobre esta personagem tão cativante.

O que torna mais especial as prendas que as crianças recebem no Natal é a magia que as acompanha. Tanto faz se as trazem o Pai Natal ou Reis Magos; as tradições ligadas ao Natal continuam a ser as mais bonitas, as mais assinaláveis na história familiar e as recordações mais nítidas da infância. Como devemos apresentar o Pai Natal aos nossos filhos? O que podemos contar aos mais pequenos sobre esse simpático velhinho, de saco vermelho e barba branca, que, na noite de 24 para 25 de dezembro, dá a volta ao mundo no seu trenó puxado por renas? E se os seus amiguinhos não acreditam no Pai Natal? Veja como responder a todas as perguntas das crianças, de modo a transmitir a magia e a mensagem educativa da tradição do Pai Natal.

Quem é o Pai Natal?

Neste momento, o nosso filho já não é tão pequeno e podemos começar a falar do Pai Natal. Mas, o que poderemos explicar-lhe?

- Não existe uma resposta única, porque não existe um Pai Natal único, igual para todos, mas sim o nosso “próprio” Pai Natal, o de cada família, com as suas tradições particulares relacionadas com esta figura. Por exemplo, alguns esperam-no na noite de 24 para 25 de dezembro, quando descobrem as prendas debaixo da árvore, enquanto outras famílias esperam pela manhã de 25. Em algumas famílias, os embrulhos coloridos surgem ao lado do presépio; noutras casas, debaixo da árvore, e noutras, ainda, na meia pendurada junto à cama. Do mesmo modo, em algumas casas, as crianças deixam biscoitos e leite para o Pai Natal e um pouco de relva para as suas renas. Porém, isto não é tudo: por vezes o Pai Natal só deixa prendas em casas onde vivam crianças, mas, outras vezes, também as deixa nas casas de tios e avós… É evidente que as crianças não só acreditam no Pai Natal em termos gerais, mas, sobretudo, acreditam no Pai Natal da sua família.

Porque é que há países onde são os Reis Magos que trazem as prendas?

Quando a criança começa a ir para a escola, fica a conhecer outras tradições que podem ser diferentes das suas. Como explicar ao seu filho estas diferenças?

- Não há qualquer problema, porque, como já vimos, não existe um só Pai Natal, mas sim o da nossa família. Por isso, podemos dizer à criança que o seu amigo, que não acredita no Pai Natal, provavelmente acredita noutra figura, embaixadora da bondade, que traz brinquedos aos meninos que se portam bem. Para algumas famílias pode ser os Reis Magos, o Menino Jesus ou qualquer outra tradição. Contudo, a essência não se altera: existe uma figura boa que cuida dos meninos e que recompensa os que merecem.

O Pai Natal apareceu na creche. Será o verdadeiro?

Hoje em dia, as crianças podem sentir-se confusas com os Pais Natal que aparecem nas escolas, nos centros comerciais, nas festas organizadas por diferentes organizações. Quem são estes Pais Natal, e qual é o “verdadeiro”?

- Os pais podem explicar ao filho que conhecem um Pai Natal especial, do qual já lhe falaram, por exemplo, um que vive muito longe e que chega na noite de Natal, com o seu trenó. Na prática, cada família tem a sua própria tradição e conta a sua própria história, a sua versão do Pai Natal. As figuras que se encontram na rua, nos centros comerciais, ou nas festas não são o “verdadeiro” Pai Natal, mas servem que as outras crianças saibam como ele é.

O seu filho tem um colega de outro país que não celebra o Natal, nem acredita no Pai Natal. Como é possível?

As nossas crianças crescem numa sociedade multiétnica e têm a oportunidade de conhecer e descobrir culturas e tradições desde a mais tenra idade. Como lhes podemos explicar o facto de alguns coleguinhas não celebrarem o Natal?

- Se, desde o início, lhe falamos do Pai Natal como uma tradição familiar, é mais fácil para ele entender e aceitar que outras crianças tenham outras tradições diferentes. O que também se torna útil do ponto de vista educativo, para ensinar os nossos filhos a respeitar diferentes culturas, religiões e tradições.

Como se escreve e entrega a carta para o Pai Natal?

A carta ao Pai Natal é um dos aspetos que mais se vive nesta tradição e, precisamente por isso, é importante dedicar tempo e atenção à sua elaboração. Os mais cresciditos podem escrevê-la sozinhos, ao passo que a mãe e o pai ajudarão os mais pequenos, que podem assinar a carta ou acompanhá-la de um desenho pessoal.

- E o envio da carta é um ritual igualmente maravilhoso, no qual também entra em jogo a tradição de cada família. Alguns pais acompanham os filhos a deitar a carta nos locais indicados para tal nas lojas de brinquedos, ao passo enquanto outras famílias preferem deixar a carta em casa e esperar que os duendes do Pai Natal a venham recolher, durante a noite.

- Para as crianças que querem enviar a carta por correio, existem duas possibilidades: 1) enviar uma carta (sem selo) para “Pai Natal dos CTT - Pólo Norte” ou enviar uma carta (pagando selo internacional) para a Lapónia, para a seguinte direção:

Santa Claus

Santa Claus Main Post Office

FI-96930

Arctic Circle / Finland

Quais e quantas prendas se pode pedir na carta? E o Pai Natal trará tudo?

Algumas crianças pedem duas ou três prendas ao Pai Natal, enquanto outras elaboram autênticas “listas de compras”. Que fazer? É indicado estabelecer limites às crianças ou deve-lhes ser dada a liberdade de pedir tudo o que lhes apeteça?

- Trata-se de uma decisão que cabe a cada família. São os pais que devem decidir se fazem do Pai Natal um instrumento educativo, centrando-se no facto de que os presentes devem ser merecidos e que são um prémio para os meninos que se portaram bem, ou se optam por transmitir aos seus filhos uma interpretação mais consumista. Recordemos que as expetativas da criança e a sua ideia de Natal dependem das mensagens transmitidas pelos pais.

Um colega da escola disse-lhe que o Pai Natal não existe. Que fazer?

Nesta situação, o nosso Pai Natal pode resistir, precisamente por ser uma tradição de família. Quem pode negar aquilo em que decidimos acreditar? Para nós, o nosso Pai Natal existe.

- De qualquer modo, regra geral, as crianças muito pequenas não se deixam influenciar pelos comentários das pessoas que não acreditam no Pai Natal, dado que esta tradição encaixa perfeitamente no “pensamento mágico” da idade pré-escolar. E mais, há crianças que nunca ouviram falar do Pai Natal em casa e que, ao conhecer a sua história, no jardim-de-infância, regressam a casa explicando aos seus pais que existe um simpático velhinho que lhes trará presentes.

- Quando crescem, as crianças entendem, pouco a pouco, como são as coisas e, quando fazem perguntas, normalmente é porque estão preparadas para escutar a verdade. Os pais poderão dizer ao filho que gostam desta tradição e perguntar-lhe se deseja mantê-la.

- Mas, ao descobrir a verdade, não se corre o risco de que a criança perca a confiança nos pais? Este perigo não existe, porque não se tratou de uma mentira, e, sim, de um jogo, um conto. Mais, frequentemente cria-se uma situação especial na qual todos sabem – o filho percebeu que são os pais que compram as prendas, os pais por sua vez sabem que o filho já deu conta - mas, como se se tratasse de um acordo tácito, todos continuam com a tradição.

Quanto aos mais pequenos, é melhor esperar

Se a criança tem menos de dois anos, dificilmente poderá apreciar a tradição do Pai Natal. Pelo contrário, ao ver o pai ou o tio disfarçados com o fato vermelho e a grande barba branca, o mais provável é que se assuste e até que desate a chorar. Os mais pequenos precisam de identificar os rostos amigos e distingui-los dos estranhos, que, enquanto desconhecidos, podem considerar perigosos. Por este motivo, as crianças costumam assustar-se com caras cobertas com máscaras ou pinturas, seja o Pai Natal ou um palhaço - bem como rostos demasiado maquilhados, que não consigam identificar. Se o bebé vir o Pai Natal no supermercado ou na rua e romper num pranto, é inútil tentar explicar-lhe de quem se trata. O melhor a fazer é abraçá-lo, tranquilizá-lo e levá-lo para outro lado assim que possível.

A história e a origem do Pai Natal

O Pai Natal tem a sua origem no personagem histórico de São Nicolau, que viveu em Mira, na Turquia, no ano 300 d.C. De acordo com a tradição, nasceu numa família com posses, mas ficou órfão e foi criado num mosteiro. A sua generosidade é lendária. Conta-se que ofereceu toda a sua fortuna às crianças pobres.

Uma das histórias mais famosas que se contam a seu respeito narra que São Nicolau, já velho e com uma longa barba branca, ficou impressionado com o desespero de um homem que não tinha dinheiro suficiente para casar as três filhas. São Nicolau decidiu atirar uma bolsa com moedas pela janela da casa do homem, três noites, uma para cada filha. Na primeira e na segunda noite tudo correu bem, porém na terceira noite, o pai, querendo descobrir o misterioso benfeitor, fechou todas as janelas. Determinado a completar a sua missão, São Nicolau subiu ao telhado e deixou cair a bolsa de moedas pela chaminé, no fundo da qual estavam penduradas umas meias a secar. O ouro, ao cair, foi parar dentro das meias e, desde então, se mantém a tradição de pendurar meias e/ou peúgas na Noite de Natal, para as encontrar no dia seguinte recheadas de presentes.

Nos Estados Unidos o seu nome era Kris Kringle, porém, devido à influência dos emigrantes holandeses, passou a ser Santa Claus. Hoje em dia, Santa Claus e o Pai Natal são a mesma pessoa. A primeira imagem do moderno Santa Claus foi feita nos anos 30 pelo célebre ilustrador Haddon Sundblom, para promover a marca Coca-Cola. Não é por acaso que veste de vermelho e branco.

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