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História infantil: O Patinho Feio

Entre os clássicos das histórias infantis encontra-se “O patinho feio”, um conto que as crianças costumam adorar. Vamos contar-lhe esta bonita história para que a possa contar aos seus filhos e descobrir, com eles, a sua moral.

Uma das histórias infantis mais populares de todos os tempos e que todos conhecemos desde pequenos é a história do “Patinho Feio”, que conta as desventuras de um patinho que nasce diferente dos outros, tendo uma penugem escura enquanto os seus irmãos são lindos. O pobre patito cresce complexado e infeliz, sentindo-se diferente dos outros e achando-se feio e rejeitado por toda a gente. Não obstante, quando cresce transforma-se num bonito cisne, o que sempre tinha sido sem saber. Deste modo, transforma-se no mais bonito dos animais do lago, uma coisa que nem sequer sonhava.

A história do “Patinho Feio” tem uma moral muito didática para as crianças: não se deve julgar ninguém pela sua aparência, pois a beleza reside no interior. No caso do patinho, quando é feio todos o rejeitam mas, quando se transforma num cisne, todos querem ser seus amigos. É importante educar as crianças para não rejeitarem ninguém pelo seu aspeto e tratarem a todos por igual, pois rejeitar outra criança por ser diferente dos outros, num qualquer aspeto, pode ter consequências muito graves para ela: sentir-se inferior, insegura, com a autoestima muito baixa… É importante evidenciar bem perante as crianças a moral da história do “Patinho Feio”.

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A história d’ “O Patinho Feio”

Era uma vez uma quinta na qual todos esperavam o nascimento dos filhotes da mamã pata, que podia chegar a qualquer momento. Então, no dia mais quente do verão, a mamã pata ouviu de repente “quac quac quac!” e viu levantarem-se um a um os pequenos patinhos que começavam a romper as cascas. Todos menos um.

- Isso é um ovo de peru! – disse uma pata velha à mamã pata.

- Não tem importância, vou dar-lhe um pouco mais de calor para sair.

Quando por fim saiu, viu-se que era um pato completamente diferente dos outros. Era grande e feio e não parecia um peru. O resto dos animais do galinheiro não demorou muito a reparar no seu aspeto e começaram a rir-se dele.

A sua mãe defendia-o mas, passado algum tempo, já não sabia o que dizer. Os patos picavam-no, os perus perseguiam-no e as galinhas gozavam com ele. No fim, até a sua própria mãe se convenceu de que era um pato feio e parvo e disse-lhe para se ir embora.

O coitado do patinho ficou muito triste ao ouvir estas palavras e fugiu a correr perante a rejeição de toda a gente. Acabou num pântano onde conheceu dois gansos bravos que, apesar do seu aspeto, quiseram ser seus amigos. Mas um dia apareceram uns caçadores que os levaram. De facto, o patinho esteve quase a ter a mesma sorte dos seus amigos, mas os cães viram-no e decidiram não lhe morder.

Continuou a sua viagem e acabou em casa de uma mulher velhinha que vivia com um gato e uma galinha. Mas como não foi capaz de pôr ovos, o patinho também teve de abandonar aquele lugar. Até que num entardecer de outono olhou para o céu e viu um bando de pássaros grandes e muito bonitos. Ele não sabia, mas não eram uns pássaros quaisquer, mas sim cisnes. Desejou com todas as suas forças ser um deles, mas abriu os olhos e apercebeu-se que continuava feio.

Depois do outono chegou o frio inverno e o patinho passou por muitas calamidades. Num dia de muito frio meteu-se no lado e ficou gelado. Teve a sorte de um camponês o ter visto e o ter tirado dali. Apesar do duro inverno, durante o qual passou muita fome e frio, conseguiu sobreviver até que, por fim, chegou a primavera.

Numa tarde em que o Sol começava a aquecer decidiu ir ao parque para contemplar as flores. Ali viu no lago dois daqueles pássaros grandes e brancos, de aspeto majestoso, que tinha visto a voar no outono. Voltou a ficar como que enfeitiçado a olhar para eles, mas desta vez teve coragem de se aproximar deles. Voou até onde estavam e, então, houve algo que lhe chamou a atenção no seu reflexo. Onde estava a imagem do pato grande e feio que era? No seu lugar havia um cisne! Ele tinha-se transformado num cisne! Sempre o tinha sido. A partir daquele dia o patinho teve toda a felicidade que até então a vida lhe tinha negado.

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